segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Dois editais abertos: ONU financia combate à escravidão contemporânea e apoio a vítimas da tortura


Prazo para envio de projetos é dia 1o de março de 2017. Iniciativas deverão ocorrer em 2018.

O Fundo Fiduciário Voluntário das Nações Unidas para as Formas Contemporâneas de Escravidão está com um edital aberto para financiamento de projetos.

Os projetos a serem financiados deverão ocorrer no período entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018. Podem participar organizações da sociedade civil.

O prazo para envio de propostas é dia 1o de março de 2017. Detalhes em http://bit.ly/2k4PFRV.

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O Fundo Voluntário das Nações Unidas para as Vítimas da Tortura também está com um edital aberto para financiamento de projetos.

Os projetos a serem financiados deverão ocorrer no período entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018. Podem participar organizações não governamentais, associações de vítimas de tortura e/ou seus familiares, organizações públicas e hospitais e clínicas privadas, empresas de advocacia de interesse público e advogados (individualmente), clínicas de assistência jurídica e organizações de base e comunitárias.

O prazo para envio de propostas é dia 1o de março de 2017. Detalhes em http://bit.ly/UNTortureFund.



Fonte: Portal da ONU

ONU abre inscrições para programa de estudos de pós-graduação em Genebra; prazo é 1/3


O Programa de Estudos de Pós-Graduação do Serviço de Informação das Nações Unidas (UNIS), em Genebra, está com inscrições abertas, com prazo até o dia 01 de março de 2017. O tema desse ano será “Mudanças climáticas, migração, extremismo violento: o papel das Nações Unidas na prevenção de conflitos induzidos pelos desafios do nosso tempo”.

O Programa oferece uma oportunidade para que os participantes aprofundem a sua compreensão do Sistema das Nações Unidas, através da observação em primeira mão e de estudos temáticos. O Programa de Estudos de Pós-Graduação é realizado no Escritório das Nações Unidas em Genebra, anualmente, sempre em julho.

Os participantes formam grupos de trabalho para estudar as questões relacionadas aos direitos humanos, o desenvolvimento e o meio ambiente sob a orientação de especialistas das Nações Unidas. Aos participantes são fornecidos documentos selecionados e publicações sobre o tema em discussão. O programa é realizado em inglês e francês, sem tradução.

Os alunos de pós-graduação convidados a participar do Programa de Estudo são selecionados com base em sua experiência acadêmica e motivação, com o devido respeito à distribuição equitativa em termos geográfico e de gênero. Os candidatos devem ter até 32 anos de idade. Como este é um programa bilíngue, os candidatos devem ter um bom conhecimento tanto em inglês quanto em francês.

Estudantes de pós-graduação interessados no Programa de Estudos de Pós-Graduação devem apresentar a sua candidatura online antes da data limite de 01 de março de 2017. Não serão aceites candidaturas após esta data. Não há ajuda de custo para viagem e hospedagem.

O formulário de candidatura deve ser preenchido online, acompanhado de uma carta de recomendação (em inglês ou francês apenas) de uma universidade ou autoridade governamental, comprovante de matrícula em um programa de mestrado (ou equivalente) e diplomas universitários obtidos.

Todos os detalhes em www.unog.ch/gsp

Dúvidas podem ser tiradas apenas por meio do site do programa, disponível acima.


Fonte: Portal da ONU

Presídio do Rio Grande do Norte tem nova rebelião após a morte de 26 no sábado


Um dia após a rebelião no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, acabar com 26 mortos, um novo motim ocorre nesta segunda-feira no local que fica na região metropolitana da capital Natal. De acordo com o jornal O Globo, os detentos estão em cima do telhado do presídio com pedaços de pau e gritando ameaças, apesar de o Governo ter anunciado no domingo que a rebelião já havia acabado.

O motim ocorreu por uma disputa entre duas facções, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, que lutam pelo domínio do sistema carcerário no Estado. O Sindicato do Crime é uma dissidência do PCC e foi fundado em março de 2013. Os 26 mortos no domingo eram membros do Sindicato do Crime, que agora cobra a saída do PCC do presídio.

Os detentos do PCC estão no pavilhão 5 do presídio. São cerca de 400 detentos pertencentes à essa facção. Eles ameaçam invadir o pavilhão 1, que abriga 200 presos do Sindicato do Crime.

Na madrugada desta segunda-feira, outro presídio no Estado registrou um motim. Detentos do Presídio Provisório Raimundo Nonato, chamado de Cadeia Pública de Natal, se rebelaram contra as 26 mortes ocorridas no domingo. A agitação começou por volta das três da madrugada e já está controlada, segundo informou O Globo. O presídio abriga 550 detentos, mas tem capacidade para 166.

A rebelião de Alcaçuz foi a terceira de uma série de motins iniciados no dia 2 de janeiro no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM). Na ocasião, a guerra entre o PCC e a Família do Norte, outra facção criminosa, deixou 56 mortos, a maioria pertencente ao PCC.

Quatro dias depois, uma nova ação do PCC ocorreu na penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima, onde 33 detentos morreram. Há ainda várias hipóteses para essa matança, entre elas a de que os detidos resistiam às ordens da facção de origem paulista. Autoridades e familiares negam que os presos mortos pertencessem a facções, enquanto o PCC divulgou imagens dizendo que as mortes eram uma vingança por causa de Manaus.

A nova chacina em Natal, neste final de semana, parece inscrever uma nova onda de golpes e contragolpes envolvendo o PCC, apesar de as autoridades não fazerem essa conexão. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, em entrevista coletiva no domingo.

Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, tem uma reunião com todos os secretários estaduais de segurança para tratar do tema. O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), participará do encontro e aproveitará a ida a Brasília para pedir ajuda ao presidente Michel Temer.


Fonte: Jornal El País (Espanha)

Artigo - Quem aplaude massacre de presos já teve o senso ético decapitado, o coração arrancado

Matança em presídio de Manaus foi a pior no país desde o Massacre do Carandiru, em 1992


Por: Tim Vickery*

Algumas semanas atrás minha mulher - carioca da gema - foi assaltada perto de casa.

Tive uma visão depois. Na minha imaginação, a gente estava caminhando para o metrô quando ela apontou o assaltante na rua. Peguei uma barra de ferro, me aproximei do sujeito por trás e bati nele com todas as minhas forças, tanto que seus miolos derramavam no meio da rua.

Em 2013, fui assaltado em Salvador por um jovem grosseirão com uma pistola e uma bicicleta. Logo depois, me peguei sonhando acordado com uma visão parecida: o vi pedalando rápido, o empurrei para o chão, aproveitei sua confusão para pegar a pistola e atirei várias vezes no rosto, comemorando que sua mãe ia ter de enterrá-lo num caixão fechado.

Achar esses sentimentos ali dentro é preocupante, repugnante, vergonhoso - mas desconfio que nas grandes cidades brasileiras virou algo normal. Uma sociedade brutal acaba brutalizando geral.

As provas disso são fornecidas pelos acontecimentos recentes nas cadeias - e a reação fora delas. Muitos - até um secretário do governo federal - comemoraram as mortes causadas pelo reinado de barbárie em Manaus e Boa Vista.

Se alguns prisioneiros morreram de uma forma terrível, uma coisa parecida já aconteceu, de maneira simbólica, com quem enxerga isso como um acontecimento para ser aplaudido. Já tiveram o seu senso de ética decapitado e seu coração arrancado.

A sociedade nas grandes cidades, em todos os seus níveis sociais, anda traumatizada pela questão da violência urbana. Não é para menos: os assaltantes são altamente nocivos para o tecido social, espalhando medo e esvaziando as ruas.

Claro que podemos botar a culpa em cima de um sistema que reproduz pobreza, que distribui tão mal renda e oportunidades. Mas, no final das contas, cada um é responsável por suas ações. Tem mesmo que condenar e punir. Mas sem perder a humanidade.

É óbvio que há medidas capazes de melhorar a situação nas cadeias - de uma política mais esclarecida para o assunto de drogas até as penas alternativas para crimes sem violência.

Mas, de qualquer maneira, os esforços para civilizar as condições dos presos sempre vão bater contra uma pergunta pertinente e pesada: como o Estado vai reabilitar os prisioneiros quando faz tão mal a função de habilitar os cidadãos?

Não há resposta fácil - especialmente numa época de vacas magras. Tirar recursos da saúde, educação, obras de infraestrutura para investir no sujeito que te assaltou? Politicamente, isso sempre vai ser polêmico.

Estamos lidando aqui com a sujeira da realidade. Não há utopias nesse assunto - mas tem várias distopias. Porque sem uma abordagem mais humana, a alternativa se trata de terror permanente e piorando.

Uma das grandes lições da historia é a seguinte: a partir do momento em que a opção por uma linha autoritária e desumana é feita, a tendência é que as políticas fiquem cada vez mais autoritárias e mais desumanas.

O guia de exemplo: os nazistas não deram início à ideia do Holocausto.

Durante um tempo, trabalhavam com outros planos para os judeus da Europa, como transportá-los para Madagascar. No andar dos anos, de uma forma incremental, as preferências e as possibilidades de medidas mais extremas foram crescendo, até que se chegou num dos maiores crimes na história de nossa espécie - a matança em escala e com métodos industriais de milhões de pessoas.

E uma advertência terrível do que somos capazes, do que pode acontecer se perdemos os valores básicos de civilização.

Aquela voz ali dentro, que quer vingança, sempre vai existir. Às vezes, um desabafo verbal é necessário. Mas nunca deveria guiar as nossas ações como indivíduos e, principalmente, como sociedade.


* Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick.


Fonte: Jornal BBC Brasil (Reino Unido)

Artigo - Quem matou Teori Zavascki…

Por: Eduardo Guimarães

Morreu nesta quinta-feira (19), aos 68 anos de idade, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki após a queda de uma aeronave em Paraty, litoral do Rio de Janeiro. A informação da morte foi confirmada pelo seu filho Francisco Zavascki.

O Brasil e a humanidade devem lamentar a morte de um homem honesto e corajoso que não teve medo de contrariar ninguém, nem gregos nem troianos, ainda que tenha sido acusado de postergar decisões contra Eduardo Cunha.

O avião no qual Teori foi acidentado era um Hawker Beechcraft King Air C90 prefixo PR-SOM pertencente o grupo Emiliano Empreendimentos.

Trata-se de um excelente avião. É o único bimotor pequeno que o serviço secreto norte-americano autoriza o presidente dos Estados Unidos a usar. E é muito improvável que um ministro do STF se metesse em um avião em condições duvidosas de manutenção.

Zavascki era o relator da Lava Jato no STF. Decidia quem seria investigado ou não. Processado ou não. Condenava, absolvia, ainda que sujeito a ter suas decisões alteradas pelo colegiado. Porém, sem andamento de Teori, nada andava para políticos com foro privilegiado.

Antes que algum espertinho tente vender a tese de que o PT está por trás de tudo isso, é bom que saibam que Lula não tem foro privilegiado e, assim, não seria julgado pelo STF antes de passar por pelo menos duas instâncias da Justiça comum.

Na verdade, os investigados pela Lava Jato que estavam ameaçados pelo STF são justamente os que têm mandatos e ou cargos públicos importantes, como deputados, senadores, presidente da República e ministros de Estado.

Teori estava para homologar dezenas e dezenas de acordos de delação premiada de funcionários da Odebrecht contra alvos que até aqui não vinham sendo incomodados. Os nomes de tucanos graúdos apareceram justamente nas delações da Odebrecht, mas o principal nome envolvido nas delações que Teori iria analisar é o do presidente da República.

O nome do presidente Michel Temer aparece 43 vezes no documento do acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é mencionado 45 vezes e Moreira Franco, secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, 34.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que pediu demissão recentemente, surge em 67 trechos.

O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), apontado como o “homem de frente” das negociações da empreiteira no Congresso, tem 105 menções no relato, um arquivo preliminar, ao qual a Folha teve acesso, do que o ex-executivo vai dizer em depoimento às autoridades da Lava Jato.

De acordo com Melo Filho, o presidente Temer atua de forma “indireta” na arrecadação financeira do PMDB, mas teve papel “relevante” em 2014, quando, segundo ele, pediu R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht para a campanha eleitoral durante jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.

Segundo o delator, Temer incumbiu Padilha de operacionalizar pagamentos de campanha. O ministro, diz o ex-executivo, cuidou da distribuição de R$ 4 milhões daqueles R$ 10 milhões: “Foi ele o representante escolhido por Michel Temer –fato que demonstrava a confiança entre os dois–, que recebeu e endereçou os pagamentos realizados a pretexto de campanha solicitadas por Michel Temer. Este fato deixa claro seu peso político, principalmente quando observado pela ótica do valor do pagamento realizado, na ordem de R$ 4 milhões”.

“Chegamos no Palácio do Jaburu e fomos recebidos por Eliseu Padilha. Como Michel Temer ainda não tinha chegado, ficamos conversando amenidades em uma sala à direita de quem entra na residência pela entrada principal. Acredito que esta sala é uma biblioteca”, disse o delator, que conta detalhes do jantar.

“Após a chegada de Michel Temer, sentamos na varanda em cadeiras de couro preto, com estrutura de alumínio. No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o Vice-Presidente da República como presidente do referido partido político, Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10 milhões”, diz.

“Claramente, o local escolhido para a reunião foi uma opção simbólica voltada a dar mais peso ao pedido de repasse financeiro que foi feito naquela ocasião. Inclusive, houve troca de e-mails nos quais Marcelo se referiu à ajuda definida no jantar, fazendo referência a Temer como ‘MT'”, ressalta o ex-executivo da Odebrecht.

Um dos endereços de entrega foi o escritório de advocacia de José Yunes, atual assessor especial da Presidência da República.

Segundo o delator, “o atual presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha”.

O delator disse que foi apresentado a Temer por Geddel em agosto de 2005 na festa de aniversário de seu pai.

Ao se referir ao ministro Padilha, ele afirma que o hoje ministro “atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome”, disse Melo Filho.

“Eliseu Padilha concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos”, afirmou.

A relação entre os quatro caciques peemedebistas é muito forte, segundo o delator, “o que confere peso aos pedidos formulados por eles (ministros), pois se sabe que o pleito solicitado em contrapartida (pela empresa) será atendido também por Michel Temer”.

“Geddel Vieira Lima também possui influência dentro do grupo, interagindo com agentes privados para atender seus pleitos em troca de pagamentos”, disse o delator.

Melo Filho afirmou que defendia “vigorosamente” as solicitações de pagamento feitas por Geddel junto à Odebrecht “como retribuição” pelo fato de o ex-ministro lhe aproximar das outras lideranças.

Sobre Jucá, ele declarou que um “exemplo” da força dele é “encontrado no fato de que o gabinete do Senador sempre foi concorrido e frequentado por agentes privados interessados na sua atuação estratégica”.

Todos os citados têm negado qualquer irregularidade na relação com a Odebrecht.


POLÍTICOS NA MIRA DA ODEBRECHT

Alguns dos citados em delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira

MICHEL TEMER Ex-executivo disse que parte de valor prometido ao PMDB em 2014 foi entregue em dinheiro no escritório de José Yunes, amigo do presidente

RENAN CALHEIROS (PMDB-AL) O presidente do Senado recebeu o apelido de ‘Justiça’ na lista de codinomes da empreiteira

RODRIGO MAIA (DEM-RJ) Presidente da Câmara dos Deputados teria recebido R$ 100 mil; seu codinome era ‘Botafogo’

ELISEU PADILHA (PMDB-RS) O ministro-chefe da Casa Civil de Michel Temer seria o ‘Primo’ na lista da empreiteira baiana

MOREIRA FRANCO (PMDB-RJ) Secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, seria o ‘Angorá’ das planilhas

ROMERO JUCÁ (PMDB-RR) Senador e ex-ministro, seria o ‘Caju’

EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB-CE) Senador, apelidado de ‘Índio’

GEDDEL VIEIRA LIMA (PMDB-BA) Ex-ministro da Secretaria de Governo, apelidado de ‘Babel’

EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ) Ex-presidente da Câmara e ex-deputado, seria ‘Caranguejo’

JAQUES WAGNER (PT-BA)
Ex-ministro-chefe da Casa Civil de Dilma, seria o ‘Polo’*

DELCÍDIO DO AMARAL (ex-PT-MS) O ex-senador aparecia nas planilhas como ‘Ferrari’

INALDO LEITÃO (PB) Ex-deputado, o ‘Todo Feio’ teria recebido R$ 100 mil

AGRIPINO MAIA (DEM-RN) Empresa teria destinado ao senador R$ 1 milhão

DUARTE NOGUEIRA (PSDB-SP) ‘Corredor’ aparece como beneficiário de R$ 350 mil

LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA) Deputado, seria o ‘Bitelo’

FRANCISCO DORNELLES (PP-RJ) Vice-governador do Rio, seria o ‘Velhinho’ nas planilhas

ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB) Prefeito de Manaus teria recebido R$ 300 mil

CIRO NOGUEIRA (PP-PI) Senador seria o ‘Cerrado’

HERÁCLITO FORTES (PSB-PI) Deputado, seria o ‘Boca Mole’ e teria recebido R$ 200 mil

GIM ARGELLO (DF) Ex-senador é o ‘Campari'; teria faturado R$ 1,5 mi

PAES LANDIM (PTB-PI) Deputado, seria o ‘Decrépito’, teria levado R$ 100 mil

ANDERSON DORNELLES Ex-braço direito de Dilma, seria o ‘Las Vegas’

LÍDICE DA MATA (PSB-BA) Senadora, seria a ‘Feia'; teria recebido R$ 200 mil

JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM-BA) Deputado teria recebido R$ 300 mil e seria o ‘Missa’

Agora adivinhe, leitor, quem vai tomar o lugar do falecido Teori. Um novo ministro do STF, indicado pelo presidente da República, Michel Temer.


PS: Um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, o delegado federal Marcio Adriano Anselmo pediu a investigação “a fundo” da morte do ministro Teori Zavascki na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht. “Esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”, escreveu em sua página no Facebook, destacando a palavra “acidente” entre aspas.

PS 2: Devido ao flagrante absurdo que seria entregarem a relatório da Lava Jato no STF para o substituto de Teori que Michel Temer irá nomear, formou-se naquela Corte o consenso de que o processo da Lava Jato será redistribuído a algum dos outros ministros, via sorteio.


Fonte: Blog da Cidadania / Movimento dos Sem-Mídia

Caos nos presídios não é uma crise, mas um projeto, diz Igreja Católica


A Pastoral Carcerária, vinculada à CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Bras), divulgou uma nota nesta quinta-feira (19) em que critica as posturas do governo e da Justiça diante da situação caótica nos presídios do país. "Se a opção que alertávamos há tempos era pelo desencarceramento ou barbárie, o Estado de forma clara e reiterada optou pela barbárie. Parafraseando Darcy Ribeiro, já não se trata mais de uma crise, mas de um projeto", diz a pastoral.

No texto, a pastoral da Igreja Católica afirma que "o principal produto do sistema prisional brasileiro sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência". E lembra que "em números bastante subestimados, fornecidos pelas próprias administrações penitenciárias, no mínimo 379 pessoas morreram violentamente nas masmorras do país em 2016, sem que qualquer 'crise' fosse publicamente anunciada pelas autoridades nacionais".

Dessa maneira, as matanças deste começo de ano trazem à tona uma situação antiga. "O acordo rompido em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte não foi o da convivência pacífica entre as facções, que nunca existiu, mas entre o Estado e o 'grande público', a quem jamais deveria ser permitido enxergar as verdadeiras cores deste grande massacre brasileiro que se desenrola há tempos".

A Pastoral frisa que a comentada "guerra de facções" desvia o foco do problema. "A guerra de facções por sua vez, transformada em uma narrativa lúdica, desinforma e distrai daquilo que jaz no cerne da questão: o processo maciço de encarceramento que vivenciamos, e que desde 1990 multiplicou em mais de sete vezes a população prisional brasileira, somando, juntamente com os presos domiciliares e em medida de segurança, mais de 1 milhão de seres humanos sob tutela penal, segundo dados do CNJ", prossegue o texto.


"Não foi por falta de avisos"

"Nesse sistema, sob a tutela e responsabilidade do Estado, onde a mortalidade é 6,7 vezes maior do que fora dele, e as situações de violações sistemáticas de direitos são notórias e encontram-se detalhadamente registradas em uma infinidade de relatórios produzidos por organizações governamentais e não-governamentais, não foi por falta de avisos ou 'recomendações' que as pessoas privadas de liberdade deixaram de ser mortas e vilipendiadas em sua dignidade", diz a Pastoral.

A nota trata os mutirões carcerários para a libertação de presos injustamente como "paliativos" e afirma que o governo federal "desfiou um rosário de propostas absurdas, que vão do reforço à fracassada política de construção de novas unidades, até o descabido e perigoso uso das Forças Armadas no ambiente prisional."

A Pastoral também afirma que o sistema de Justiça oculta e valida "práticas violadoras de direitos" nos presídios. "Devemos continuar a construir laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares, reforçar o trabalho em torno da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, e redobrar nossa luta profética pela realização do sonho de Deus: um mundo sem cárceres", conclui a nota.


Fonte: Jornal UOL Notícias

Artigo - O que aprendemos com o Teste do Vestido e o estilo de Aline Riscado



Por: Marcela de Mingo*


Quem tem acesso à internet deve ter visto a polêmica envolvendo um desafio chamado Teste do Vestido. A ideia era simples: mandar para o namorado/marido uma imagem da apresentadora e atriz Aline Riscado usando um vestido bastante revelador e pedindo uma opinião a respeito.

Sabendo de antemão que vivemos em uma sociedade ainda extremamente machista e em que os homens acham que tem qualquer direito sobre o corpo da mulher, as reações foram, no mínimo, desesperadoras. O teste do vestido apenas provou que ainda temos um longo caminho a seguir na luta feminista e como é importante educarmos as pessoas sobre como o corpo da mulher é dela e apenas dela.


Aline Riscado é uma mulher maravilhosa que já tem mais de 5 milhões de seguidores no Instagram. Com uma carreira que está crescendo cada vez mais, ela tem também um estilo ousado e que não se justifica para ninguém: Aline usa o que tem vontade, e se sente sexy e confiante no próprio corpo. Um vestido como o desafio não só combina perfeitamente com o estilo dela, como também mostra como ela se sente confortável em mostrar as formas. E que isso não diz absolutamente nada sobre o seu caráter.

O pior, porém, foi perceber como o teste do vestido recebeu uma chuvarada de respostas machistas – algumas até extremamente preocupantes. Muitos namorados acabaram respondendo que jamais continuariam com alguém que usasse um vestido daqueles – alguns até fizeram ameaças de agressão física.



Outros até mesmo falaram que a namorada ia parecer ‘um pedaço de carne’ o que é extremamente contraditório. Ao mesmo tempo que homens desejam mulheres como Aline, que achem sexy quando essas mulheres vestem algo assim, eles não aceitam que as suas namoradas façam o mesmo, com a desculpa de que vão ficar desejáveis demais para o outros.

Ou seja, são dois pesos e duas medidas: seja uma puta na cama, mas uma puritana na hora de se vestir. Chame a minha atenção, mas não a dos outros. Seja desejável para mim, mas não para os outros. As mulheres ficam amarradas em uma eterna corda bamba, em um estado de ameaça constante, em que qualquer movimento errado pode lhe render um pé na bunda.



Fora que esse é um exemplo muito claro de como os homens acreditam que tem poder sobre o corpo feminino. Que ela ame a si mesma e o seu corpo longe deles, porque, caso contrário, ela pode ser vista como ‘um pedaço de carne’, ‘como puta’. Mais uma vez, o tanto que uma mulher expõe o seu próprio corpo e a roupa que ela escolhe tem um peso sobre o seu caráter.

O que aprendemos com o famigerado teste do vestido é que não existe nada de engraçado em um homem achar que manda em uma mulher e que pode definir o que ela veste ou deixa de vestir. Mais do que isso, muitos homens por aí ainda têm que aprender bastante sobre feminismo até entenderem que não têm o direito sobre o corpo de mulher nenhuma e que, acima de tudo, o choro é livre: toda mulher pode usar o que quiser – e ninguém tem nada que dar pitaco sobre isso.


* Marcela de Mingo é jornalista e porta-voz do Superla e escreve sobre temas sórdidos e super atuais relacionados ao universo feminino que a gente precisa saber para criar um mundo cada vez mais incrível para todas nós.


Fonte: Portal Superela

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