domingo, 27 de maio de 2012

Dia da África é celebrado com seminário na UnB

Com as atuais discussões sobre desenvolvimento sustentável, motivadas pela Conferência das Nações Unidas, que acontece em junho no Rio de Janeiro, e também pela celebração do Dia da África, comemorado hoje, a Embaixada da Argélia promoveu o seminário “A África e a Rio+20”. O evento contou como apoio do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares e a Assessoria de Assuntos Internacionais da UnB e foi realizado no auditório da Faculdade de Comunicação (FAC).

Temas como desenvolvimento, economia e cooperação entre Brasil e África pautaram a atividade. A atenção ao continente vizinho tem motivo. Antigamente, os recursos que chegavam aos países africanos provinham de ajuda humanitária. Hoje, o direcionamento é outro. “A África, certamente, ao lado da China e de alguns países da América do Sul, como o Brasil, é um dos grandes focos e opções de investimento internacional”,  falou o professor Ricardo Caldas, diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB.

Segundo ele, o fluxo de investimento estrangeiro na África aumentou em cinco vezes desde o ano 2000. “Com isso há uma grande movimentação econômica que está fazendo com que os ‘decisores’ no mundo todo revejam suas estratégias com relação à África, inclusive o próprio governo brasileiro”, disse.

Mas se o desenvolvimento econômico da África é motivo de comemoração e traz perspectivas de parceria econômica junto ao Brasil, por outro lado merece reflexão. Para o professor Jorge Arbache, do Departamento de Economia da UnB, o problema da África é crescer de forma sustentável. “A África cresce a taxas elevadas, o problema é que por muitas vezes essas taxas elevadas são seguidas por taxas negativas”, explica o professor.

A alta volatilidade das taxas de crescimento da África está diretamente relacionada a fatores internos e externos, como as questões climáticas. As secas, pestes e outras intempéries que assolam o continente influenciam na agricultura, nas migrações e em alguns casos levam a guerras, pela disputa de água e territórios férteis. “Certamente, a questão climática é um assunto importante inclusive porque cerca de 75% da população africana ainda se encontra nas áreas rurais, onde os impactos climáticos serão maiores”, concluiu.

O evento reuniu estudantes e pesquisadores da UnB, além de representantes do Governo Federal, como o ministro Marco Ferani, diretor da Agência Brasileira de Cooperação, o Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, entre outras autoridades. Além dos embaixadores da África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Botsuana, Burquina Fasso, Cabo Verde, Camarões, República do Congo, Guiné, Guiné-Bissau, Marrocos, Moçambique, Senegal, Sudão, Tunísia e Zimbábue. 

CELEBRAÇÃO - 25 de maio é comemorado o Dia da África. A data marca a criação da Organização da Unidade Africana (OUA) que foi instituído após carta assinada por 32 Estados africanos. O documento simboliza o compromisso político que contribuiu com o fim da segregação racial promovida pelo Apartheid e o colonialismo no continente. 


Fonte: Portal da UnB

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