terça-feira, 31 de dezembro de 2013

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fórum Mundial de Direitos Humanos reúne mais de 9 mil pessoas em Brasília

Após quarto dias de debates, palestras, seminários, conferências e atividades culturais, terminou na tarde desta sexta-feira (13), em Brasília, o Fórum Mundial de Direitos Humanos. No período, o evento recebeu cerca de 9.500 participantes, incluindo delegações de 74 países. Durante a cerimônia de encerramento, a Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), fez um balanço das atividades e agradeceu a todos os participantes, organizadores e autoridades que encaram o desafio de discutir as políticas de direitos humanos no mundo.

A coordenadora do FMDH e secretaria executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, anunciou os países que irão sediar os próximos Fóruns: O de 2014 será no Marrocos e a Argentina sediará o evento em 2015. As delegações de ambos os países comemoraram muito a escolha.

"Organizamos este fórum no Brasil porque acreditamos que os governos devem sempre estar abertos ao diálogo com a sociedade civil, justamente porque isto fortalece a democracia", afirmou a ministra. "Aprendemos com Mandela que devemos ser nós mesmos os agentes de promoção da paz", complementou.

Desde o dia 10 de dezembro foram realizadas mais de 500 atividades no Fórum, que contou com a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula, do vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, da secretária executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, e dos secretários nacionais da SDH/PR, entre outras autoridades.

O coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rildo Marques, fez um agradecimento às 730 entidades que compuseram o Comitê Organizador do Fórum. "Porque este espaço foi construído com muitas mãos, sem as quais não teria sido possível realizá-lo. Também agradeço à ministra Maria do Rosário, por seu empenho pessoal para a concretização desse esforço".

O vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, destacou os avanços realizados pelo Brasil em Direitos Humanos e enfatizou a importância de o país ter duas mulheres no comando da SDH\PR. "Os Direitos Humanos devem ter o rosto da mulher, da criança, do índio, do afrodescendente. E a paz está absolutamente ligada aos Direitos Humanos", disse.

A coordenadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Salete Camba, resumiu da seguinte forma o encerramento das atividades: "Cada um de nós agora tem o desafio de levar adiante o que aprendeu aqui, e assim contribuir para a afirmação dos Direitos Humanos em todo o mundo".


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

“Erradicar o trabalho escravo requer uma mudança estrutural e econômica da sociedade”, afirma Sakamoto

Leonardo Sakamoto, jornalista e coordenador da Ong Repórter Brasil, agência de notícias especializada em denúncias de trabalho escravo, destacou na manhã desta quinta-feira (12) a necessidade de uma mudança no sistema de governo brasileiro para a efetiva erradicação do problema. “Erradicar o trabalho escravo requer uma mudança estrutural e econômica em nossa sociedade”, afirmou.

Ontem, no lançamento do livro em comemoração aos dez anos da Comissão Nacional Para a Erradicação do Trabalho Escravo, Conatrae, Sakamoto recebeu o apoio do governo brasileiro para o posto de Relator Especial da Organização das Nações Unidas - ONU para Formas Contemporâneas de Escravidão.

O jornalista destacou a demora na votação da PEC do Trabalho Escravo (PEC438), que tramita há 14 anos, e que enfrenta dificuldades por parte da bancada ruralista. O trabalho infantil, que prejudica o desenvolvimento das crianças e a desigualdade de gênero, também foram pontos da fala de Sakamoto. “Muito se esquece de que as mulheres são maioria em número, mas minoria em direitos”, afirmou.

A mesa de debates abordou a crise do modelo econômico atual e seus reflexos no mundo do trabalho, assim como a efetividade dos Direitos Humanos no cenário trabalhista. Ressaltou, ainda, que o sistema capitalista moderno naturaliza diversas formas de trabalho escravo, o que dificulta a identificação e punição da prática.

João Pedro Stédile, um dos integrantes do debate, criticou duramente o sistema capitalista industrial, afirmando sua má influencia no meio ambiente. Stédile destacou também a luta dos trabalhadores rurais pela terra.

Já a representante americana, Jana Silverman, afirmou que os sindicatos têm um papel de extrema importância no cenário trabalhista. “Os direitos sindicais também são direitos humanos”, afirmou Jana.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

Governo anuncia Central de Apoio para conselhos tutelares e conselhos de direitos

O Coordenador Geral do Sistema de Garantia de Direitos da SDH/PR, Marcelo Nascimento, anunciou nesta sexta-feira (13) que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) estuda a criação de uma nova central de atendimento aos conselheiros tutelar e aos conselheiros de direito. A ideia é que a central, que será composta por uma equipe multidisciplinar, funcione como apoio das atividades dos conselheiros em todo o país, auxiliando na resolução de problemas mais complexos e orientando sobre procedimentos legais.

Marcelo Nascimento participou de uma atividade realizada pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, da SDH/PR, no Fórum Mundial de Direitos Humanos, que termina hoje (13), em Brasília. O acolhimento e a transmissão das denuncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos – Disque 100 aos conselheiros tutelares e de direitos, foi o tema do debate.

Presente no evento, o Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato, afirmou que o principal desafio da pasta é ampliar a capacidade de escuta, e ao mesmo tempo, fortalecer as redes de atendimento à população em todos os estados e municípios brasileiros. “Estamos ampliando o diálogo com todos os órgãos de governo, federal, estadual e municipal, para que possamos fortalecer as redes de atendimento direto ao cidadão. Isso nos dará agilidade e efetividade na averiguação das denúncias encaminhadas pelo Disque”, afirmou.

Equipagem dos conselhos

A falta de condições de trabalho e de infra-estrutura para os conselhos tutelares foram as principais reclamações apresentadas pelos participantes do debate. Luiz Castanhede, conselheiro tutelar da região metropolitana de São Luiz/MA, ressaltou a importância dos conselhos estarem equipados computadores conectados à internet. “Antigamente, recebíamos denúncias oriundas do Dique 100 com até três meses de atraso. Atualmente, já contamos com sistemas de recebimento de denúncias em tempo real. Isso é fundamental para que possamos ter agilidade no atendimento das denúncias”, disse.

Endereços incompletos e inconsistência nas denúncias também foram destacadas pelos conselheiros. “Já recebemos denuncias mencionando apenas a cor do muro de uma casa, situada em uma grande avenida de Porto Velho, capital de Rondônia”, informou a conselheira Francisca, que atua em um dos dois conselhos tutelares de Porto velho. A conselheira sugeriu que os atendentes do Disque solicitem ao demandante informações adicionais, como por exemplo um ponto de referencia.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

Artigo: Nelson Mandela eternamente

Por: Dioclécio Campos Júnior

Bem próximo ao Natal, desaparece a pessoa que mais encarnou, no século passado e no presente, o valor humanista que dá sentido à espécie. Não por acaso. Sua biografia tem a ver com o menino Jesus. É um dos maiores legados para a evolução da humanidade. Inscreve-se, por isso mesmo, no reduzido acervo de exemplos de vida a fertilizar o solo da sociedade e garantir a perspectiva do desenvolvimento humano. Traz energia a endossar a fé de que nem tudo está perdido. Transforma sacrifícios, privações e sofrimentos em ternas substâncias existenciais a darem significado à vida.

Emociona pela dócil essência da alteridade que inspira gestos, palavras e ações, oriundos de mente sublime forjada, a duras penas, na obstinada devoção ao próximo, objetivo maior da luta contra o apartheid. Transpõe fronteiras geográficas, históricas, culturais, filosóficas e religiosas, difundindo os valores morais e éticos como indicadores seguros para aferir o índice evolutivo da verdadeira sustentabilidade. Comprova e dimensiona a relevância do amor imaterial à causa da convivência igualitária desprovida de privilégios de qualquer natureza, diferentemente do que ocorre em civilização baseada na lei do mais forte e na exploração do mais fraco.

Nelson Mandela deixa-nos, no mundo de hoje, conscientes do que representa liderança autêntica, corajosa e ousada, atuando em completo desprendimento pessoal, perseguindo o sonho de transformar os seres humanos do planeta, aproximando-os para fraternizá-los no vínculo afetivo, com igualdade plena a ser construída sem retorno. Ao transbordar o leito das conquistas nacionais, expandindo-as para a grandeza das verdades universais, integra a nobre galeria dos arquitetos da sociedade humana. Está ao lado de Cristo, Francisco de Assis, Gandhi e Luther King, referências que salvam a humanidade do mergulho, sem retorno, nas profundezas da injustiça social.

São pessoas que se sucederam no tempo, mantendo acesa a luz no fim do obscuro túnel da evolução humana. O serviço por ele prestado à sociedade em que nasceu, cresceu e transformou extrapola a escala dos valores econômicos que cegam a mente humana, impedindo-a de vislumbrar o modelo social que a permanência da espécie no planeta está a exigir. Mandela reforça tão sagrada equipe pelo mérito de sua personalidade rica em singeleza, discrição, humildade e alegria, que resistiram a 27 anos de prisão inominável. Ao sair da masmorra, liberou as virtudes acumuladas para ensejar a libertação de sua gente.

As biografias são distintas, mas muito parecidas, se relevadas as peculiaridades temporais e espaciais em que se desenrolaram. Todos eles penaram duramente para empunhar a bandeira da igualdade e da justiça. Cada um enfrentou o calvário próprio. Carregou o tipo de cruz que lhe cabia. Superou a dor dos espinhos da coroa que lhes impingiram em versões diversificadas. Três deles foram mortos: Cristo, Gandhi e Luther King. Francisco de Assis foi tragado pela doença. Nelson Mandela viveu 95 anos, atravessando longo calvário até chegar ao fim da existência. Todos exerceram a pobreza com convicção, atestando coerência entre o que pensavam e o que faziam.

Francisco de Assis expressou, numa frase, toda a doutrina de sua fé: “Só é livre quem nada possui”. Gandhi, com aguçada sensibilidade, percorreu franciscanos caminhos, navegando na beleza de princípios que conquistaram reconhecimento mundo afora. A subversão da ordem sem violência marcou-lhe a carreira desde a experiência vivida inicialmente na África do Sul. A desobediência civil é valiosa contribuição que deixou como herança para as mobilizações populares que não podem parar. Luther King, inspirado em formação cristã, abraçou o exemplo do líder hindu, desmontando pacificamente o radicalismo do apartheid americano. Nelson Mandela aprofundou os fundamentos desse fio da meada milenar, demonstrando a supremacia dos valores humanos sobre os instintos animalescos que não podem prosperar.

O conceito de eternidade envolve múltiplas visões. Muitas religiosas, outras filosóficas e algumas poéticas. O filósofo francês Sponville não atrela eternidade à duração temporal do ser. Alega que passado não existe, já passou. Futuro, tampouco. Logo, só existe o presente. Se vivido de forma ininterrupta, é a eternidade. Na mesma linha, cantava Vinicius de Moraes sobre o amor: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. Mandela nunca interrompeu o amor à causa humanista. Viveu-a enquanto durou. Sem cessar. Eternamente.


Fonte: Portal da UnB / Correio Braziliense

Planejamento certo ao instalar a decoração de Natal evita riscos como incêndios

Fim de ano logo remete a festas, presentes e decorações natalinas, com muitos adereços e luzes. Entretanto, não se pode esquecer que, mesmo nessas épocas, incidentes acontecem e atrapalham as comemorações. No período que antecede o Natal, muitas ocorrências estão relacionadas à má instalação de enfeites que utilizam eletricidade e, exatamente por isso, deve-se tomar alguns cuidados ao decorar casas e estabelecimentos para que um incêndio não cause perdas materiais e coloque vidas em risco.

Antes de começar a decorar, é fundamental que a instalação seja planejada, levando-se em conta o melhor local para se colocar as luzes - cortinas, sofás e outros materiais que tenham facilidade para alastrar o fogo devem sempre estar bem longe desses enfeites.

Ter atenção à qualidade, à procedência e ao tipo do material e evitar a compra dos que não possuem o selo do Inmetro também são precauções muito importantes. A compra de produtos seguros, mesmo que isso custe um pouco mais, é a melhor alternativa, já que economizar nesses momentos pode acabar "custando caro".

Além de prezar pela qualidade dos materiais, a instalação elétrica tem de receber atenção para que não seja mal-feita. Com isso, deve-se entender que os fios não podem sobrecarregar a alimentação de energia, pois é possível que gerem faíscas ou curtos circuitos e, assim, iniciem um foco de incêndio. Outra atitude comum, mas que deve ser evitada, é a ligação das luzes na mesma tomada ou benjamim que abastece vários equipamentos ao mesmo tempo.

Mesmo sendo algo inesperado, um incêndio, mesmo que pequeno, pode fazer com que momentos de alegria sejam lembrados por um motivo indesejado. Apenas algumas atitudes simples, desde que feitas da maneira correta, tornam-se eficazes e garantem a tranquilidade e a segurança de todos.


Fonte: Correio Braziliense

Programa Caminho da Escola já atende a 1,9 milhão de alunos

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje, em seu programa semanal de rádio, que o Programa Caminho da Escola já atende a 1,9 milhão de alunos em todo o país. Segundo ela, para atender a crianças e adolescentes que vivem nas áreas rurais e aqueles com deficiência que moram nas cidades, foram comprados, desde 2011, com recursos do governo federal, aproximadamente 17 mil ônibus.

Mais de um terço deles foram distribuídos a cidades do interior do Nordeste. O objetivo é combater a evasão escolar, garantindo transporte seguro aos estudantes. A verba é repassada, a fundo perdido, aos estados e às prefeituras, que ficam responsáveis por adquirir os veículos.

"Garantir o transporte escolar seguro e de qualidade é um passo importantíssimo para diminuir as diferenças de oportunidades, inclusive a diferença entre a educação da cidade e do campo. Todas as crianças brasileiras, vivam elas nas cidades, nas áreas rurais ou em qualquer canto deste país, têm o direito de estudar, se qualificar, ter uma vida melhor e ter um belo futuro", disse Dilma, no Café com a Presidenta.

Ela lembrou que, antes de a iniciativa ser implantada, muitos desses alunos tinham que fazer longas caminhadas a pé ou eram transportados de forma improvisada, como em carrocerias de caminhonetes, caminhões pau-de-arara e lombo de burro, o que acabava desestimulando ou impedindo que chegassem às escolas. A presidenta destacou que os ônibus do Caminho da Escola são preparados para circular em estradas de terra. Alguns deles são 4x4, com tração nas quatro rodas, fabricados para enfrentar atoleiros e buracos que podem aparecer no período das chuvas.

Dilma destacou que dos cerca de 17 mil ônibus do Caminho da Escola, quase 15 mil estão nas áreas rurais. Dois mil são usados nas áreas urbanas para levar as crianças com deficiência para a escola e fazem parte do Programa Viver sem Limite. Todos eles têm plataforma elevatória para garantir o acesso das cadeiras de rodas. Segundo a presidenta, o Caminho da Escola também financia a compra de lanchas para atender às regiões ribeirinhas, principalmente na Região Norte, e de bicicletas, para as crianças de municípios com até 20 mil habitantes que moram longe da escola.

"As bicicletas também são padronizadas, têm quadro reforçado, selim anatômico, paralamas e bagageiro, além dos itens de segurança, como espelho retrovisor, campainha e refletores. A nossa preocupação com a segurança das crianças é tão grande, que, junto com a bicicleta, cada aluno também recebe um capacete", explicou.


Fonte: Agência Brasil

Campanha contra as drogas retrata usuários como zumbis

ZOMBIE- A ORIGEM é uma campanha educativa que traz inúmeras informações sobre o crack, desde as táticas utilizadas pelos traficantes para aliciar usuários de outras drogas ao crack, até os efeitos dessa droga e as conseqüências que causa na vida das pessoas e de seus familiares.

As frases que o atores de "Zombie - A Origem " falam no filme são de depoimentos reais de usuários e dependentes do crack e foram retiradas de diversos materiais e documentários. São frases reais.

Os idealizadores da campanha e apoiadores acreditam que é possível aos usuários de crack se livrarem da dependência, levando uma vida livre da droga.

Assista, abaixo, o vídeo da campanha Zumbi - a Origem:




Fonte: Facebook

Como seria o mundo se ele fosse heterofóbico?

Winspan Pictures produz um vídeo com fins educativos que retrata um mundo ao contrário: onde o normal é ser homossexual e ser heterossexual é abominação.

Ao contrário do que parece, não é um vídeo que incita a homo ou a heterofobia e sim, um vídeo sensível e tocante, que conta a história de uma garota que chegando a adolescência, descobre que é heterossexual, e tenta lutar contra o preconceito em relação à sexualidade e aceitação, mostrando que a falta de apoio familiar para sanar as duvidas pode levar a caminhos auto-destrutivos.

Todas as cenas de bullying do vídeo Love is All You Need? (Amor é tudo o que você precisa?) são inspiradas em histórias reais de homossexuais que sofreram os abusos, preconceitos e agressões retratados no filme.

Abaixo, o vídeo legendado em português:



Fonte: Facebook

ONU pede US$ 12,9 bilhões para destinar à ajuda humanitária no próximo ano

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta segunda-feira (16/12) US$ 12,9 bilhões (cerca de R$ 30,1 bilhões) para aplicar em operações humanitárias em 2014. O valor, o mais alto já pedido pela organização, será usado para atender a 52 milhões de pessoas, anunciou hoje a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos. As operações previstas para o próximo ano abrangem 17 países. A Síria deve receber o maior aporte, US$ 6,5 bilhões de dólares (R$ 15,1 bilhões).

As demais operações humanitárias de 2014 estão previstas para o Iêmen, o Sudão, o Sudão do Sul, o Afeganistão, a República Democrática do Congo, a República Centro-Africana, as Filipinas, a Somália, a Palestina, a Birmânia e o Haiti. “As crises humanitárias são cada vez mais complexas, combinando desastres naturais e conflitos. A complexidade e a amplitude do nosso trabalho aumentam a cada ano”, justificou Valerie Amos.

Depois da Síria, o país que mais necessita de fundos é o Sudão do Sul, em que a ONU precisa de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,5 bilhões) para dar assistência a mais de 3 milhões de pessoas. No Sudão, a ONU prevê ajudar aproximadamente 6 milhões de pessoas com US$ 995 milhões (R$ 2,3 bilhões) e, na Somália, 2 milhões de pessoas, com US$ 928 milhões (R$ 2,1 bilhões).

Para dar resposta à catástrofe provocada pelo Tufão Haiyan nas Filipinas, a ONU pede para 2014 mais de US$ 790 milhões (R$ 1,8 bilhão) para dar assistência a cerca de 3 milhões de pessoas.

Em relação aos conflitos no Continente Africano, o pedido de fundos chega a US$ 832 milhões (R$ 1,9 bilhão) para a República Democrática do Congo e a US$ 247 milhões (R$ 576 milhões) para a República Centro-Africana. Nesta segunda-feira, a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estimou a necessidade de mais de R$ 560 milhões só para a ajuda em alimentação da população da República Centro-Africana.

O alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, indicou que o conjunto das crises humanitárias em 2013 forçou o deslocamento de mais de 2 milhões de pessoas, o número mais elevado dos últimos 20 anos. “A maioria fugiu da Síria, mas os conflitos no Sudão e na República Centro-Africana provocaram um forte êxodo de populações”, disse.

As três maiores crises registradas em 2013 – da Síria, da República Centro-Africana e das Filipinas – afetaram quase 14 milhões de crianças, segundo a vice-diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Yoka Brandt.


Fonte: Correio Braziliense

Semiárido serve de inspiração para estudante vencedor do Prêmio Jovem Cientista

As dificuldades históricas enfrentadas em razão da escassez de água no Semiárido brasileiro serviram de inspiração para o projeto científico do estudante José Leôncio de Almeida Silva, 23 anos, aluno do curso de agronomia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), no Rio Grande do Norte. Ele é o vencedor da categoria ensino médio do 27º Prêmio Jovem Cientista, cujas premiações estão sendo entregues hoje (16), em solenidade no Palácio do Planalto. Esta edição abordou o tema Água: Desafios da Sociedade.

Na pesquisa, ele desenvolveu uma solução de água salina proveniente do Aquífero Calcário Jandaíra – principal manancial e uma das maiores reservas de água dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte – misturada à água usada no abastecimento urbano e disponível em menor quantidade, com o objetivo de irrigar os solos do Semiárido. O experimento foi usado na plantação de milho e sorgo – duas das culturas que mais crescem no Nordeste – adotadas por produtores locais como forragem, alimento para os animais.

"A falta de água, principalmente de boa qualidade, na região me motivou a desenvolver esse projeto. Descobrimos que, misturando água salina à água do abastecimento, obedecendo determinadas proporções, e utilizando a solução na irrigação das culturas, reduzem-se fatores como produtividade e área foliar (tamanho da folha), mas não se interfere no teor proteico, o que é um ótimo resultado, já que a forragem servirá de alimento para animais”, explica o pesquisador.

Assim, a mistura de águas é uma opção viável no cultivo e no desenvolvimento de plantas forrageiras na região semiárida do Nordeste durante períodos de estiagem (de abril a novembro). “O que eu fiz foi descobrir o nível de salinidade que as plantas forrageiras toleram. E, além disso, que a mistura poderia ser usada não somente nos períodos de seca, mas também ao longo de todo o ano. Assim, o produtor não precisa gastar água de boa qualidade com a irrigação”, conclui ele.

Vencedor da categoria mestre e doutor, Gustavo Meirelles Lima, 26 anos, doutorando em engenharia mecânica da Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais, propôs um sistema de microgeração de energia em redes de abastecimento de água para aumentar a eficiência no processo de captação e distribuição. De acordo com o pesquisador, em locais onde há forte pressão na rede, há também grande energia potencial.

“O excesso de pressão é prejudicial por dois motivos: primeiro porque aumenta a incidência de rupturas nas tubulações e, segundo, porque aumenta o volume de vazamentos. Esses dois fatores impactam diretamente na qualidade dos serviços prestados e na tarifa de água. Como essa pressão é resultado de uma característica da topografia, é necessário encontrar uma forma para que ela seja controlada”, explica Gustavo. Desse modo, o pesquisador teve a ideia de desenvolver um dispositivo que gerasse um duplo benefício, controlando a pressão e gerando energia.

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o objetivo de revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade. Quatro categorias são premiadas: mestre e doutor; estudante do ensino superior; estudante do ensino médio e mérito institucional. Há ainda um prêmio de mérito científico para um pesquisador doutor que tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição. Os orientadores das três categorias principais e as escolas dos três classificados do ensino médio recebem laptops, como forma de estimular e reconhecer a cadeia de aprendizagem. O valor dos prêmios somados é aproximadamente R$ 700 mil. Os vencedores desta edição foram anunciados em novembro.


Fonte: Agência Brasil

Redução da pobreza: moradores de favelas crescem menos do que a população total

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta, na última década, uma redução da desigualdade e pobreza no país. O Ipea descobriu no estudo Cidades em movimento: desafios e perspectivas das políticas públicasque a população residente nos chamados aglomerados subnormais (favelas) cresceu 6,2%, enquanto a população total cresceu 14,5%.

No país, a população residente em favelas no ano de 2000 foi estimada em 10,6 milhões. Já em 2010, havia 11,2 milhões de aglomerados. Os dados demonstram que os fluxos interioranos cresceram, refletindo um maior dinamismo econômico. Esse fato amplia as demandas de infraestrutura e serviços, seja para os deslocamentos (sistema viário urbano e interurbano, transporte coletivo de qualidade), seja para reforço das funções de recepção ou apoio às pessoas que permanecem nas cidades (escolas, postos de saúde e moradia).

De acordo com o Ipea, a desigualdade entre os municípios brasileiros caiu, tanto em desenvolvimento humano, quanto em recursos públicos. A desconcentração do PIB aumentou a capacidade das cidades mais pobres para arrecadar impostos, fazendo com que as transferências sociais crescessem mais que as outras e os municípios com menor IDH fossem os maiores recebedores de recursos do governo entre 2002 e 2012.

Numa coletiva de imprensa realizada pelo Ipea, no Rio de Janeiro, tendo como, os dados sobre os fluxos migratórios e movimentos pendulares no país foram apresentados junto à análise do comportamento das finanças públicas municipais, entre 2002 e 2012, e à variação da população em favelas, a partir da revisão dos dados do Censo 2000.

Na coletiva, o presidente do Instituto e ministro da SAE, Marcelo Neri, apresentou os dados sobre a evolução das favelas no Brasil. "Brasília registrou um aumento de 50% na população de favelas nesse período. Também houve aumentos em Manaus, Belém e Rio de Janeiro”, explicou Neri, ressaltando que o artigo sobre essa temática (Capítulo 23 do livro Brasil em Desenvolvimento 2013) permite uma comparação entre os anos de 2000 e 2010.

Em 2010, 15 milhões de pessoas passaram a fazer migração, contra 7 milhões em 2000. A quantidade dobrou em 10 anos e o crescimento foi maior que o da população como um todo, de acordo com o presidente.

Na pesquisa feita pelo instituto, os dados apresentam a movimentação de recursos fiscais. Em termos municipais, a arrecadação subiu meio ponto percentual entre 2002 e 2012, e a receita disponível cresceu 1,6 pontos percentual, fazendo com que as transferências de estados para municípios ficassem paradas.


Fonte: Adital

Após última despedida de Mandela, sul-africanos celebram Dia da Reconciliação

Um dia depois do enterro de Nelson Mandela, a África do Sul comemorou o Dia da Reconciliação - data em que são celebrados o fim da segregação racial e a união entre os povos do país. Em Pretória, capital executiva, uma estátua em bronze do principal símbolo dessa reconciliação, com 9 metros de altura, foi inaugurada no jardim do Palácio Union Buildings, sede do governo, que hoje (16) completou 100 anos.

O presidente Jacob Zuma disse que a estátua, de braços abertos, representa Mandela indo ao encontro da nação para abraçá-la e dizendo "vamos juntos". O tema da festa este ano foi Construção da Nação, Coesão Social e Reconciliação, caminhando para os 20 anos, a serem completados no primeiro semestre do ano que entra, de liberdade e democracia.

Em 1994, após quase cinco décadas do regime de segregação racial do apartheid, os negros puderam votar pela primeira vez. Na ocasião eles elegeram Nelson Mandela, que havia saído da prisão em 1990, após 27 anos recluso por lutar pela igualdade.

Milhares de pessoas participaram do evento, que também teve a presença do ex-presidente Thabo Mbeki, de Mandla Mandela, neto do ícone da luta contra o apartheid, que acompanhou o corpo do avô durante os dez dias de funeral, e de outras autoridades locais. Também houve desfile militar e caças da força aérea passando sobre o palácio.

Para tirar o tecido preto que o encobria e mostrar o novo monumento ao mundo, foi necessária mais de uma tentativa. Bem-humorado, o apresentador da cerimônia disse que nem sempre a tecnologia funcionava e teria de ser colocado em prática o plano B. Depois de alguns minutos, enfim, o véu foi retirado e todos puderam conhecer o novo símbolo da cidade, a maior estátua de Mandela entre todas as que o homenageiam pela África do Sul e pelo mundo.


Fonte: Agência Brasil

Revogação da nacionalidade dominicana torna direitos humanos mais vulneráveis

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizou entre os últimos dias 02 e 05 de dezembro uma visita in loco, na República Dominicana, com o objetivo de averiguar a situação relativa aos direitos à nacionalidade, à igualdade, à identidade e à não discriminação. A visita ocorreu após a polêmica em relação à revogação pelo governo dominicano da nacionalidade de milhares de pessoas descendentes de migrantes, principalmente os de origem haitiana.

Essa situação afeta as pessoas provenientes de famílias que se mudaram há muito tempo para República Dominicana. Segundo a CIDH, a Comissão recebeu o testemunho de uma mulher que chegou ao país há 47 anos. "O governo dominicano me buscou em meu país para trabalhar no corte de cana, já que a época de colheita havia começado e eles precisavam de gente para o corte. Comecei a trabalhar e tive meu primeiro filho, um menino. Quando ele nasceu, recebi 20 pesos do governo, já que era um garoto e ele poderia cortar cana também”.

Ainda segundo o relato, ela registrou seus seis filhos, todos nascidos na República Dominicana, utilizando como documento a ficha que as autoridades haviam expedido para ela, como estrangeira com permissão de trabalho. Porém, agora, a Junta Eleitoral negou a renovação desse documento, com o argumento de que a tal ficha já não é mais válida para esse trâmite, negando também o registro de seus netos.

De acordo com a Comissão, essa privação arbitrária da nacionalidade tem um efeito discriminatório, já que impacta, principalmente, os dominicanos de origem haitiana; priva a nacionalidade de forma retroativa; e culmina com a situação de pessoas que não têm nacionalidade nenhuma. Muitas delas, vítimas dessa revogação, nasceram no país e já haviam sido reconhecidas pelo Estado.

Segundo a CIDH, "a falta de nacionalidade dessas pessoas gera uma situação de extrema vulnerabilidade, na qual se produzem outras violações dos direitos humanos, como o direito à livre circulação no país, que só podem parar com o reconhecimento da nacionalidade”.

Para colaborar com a busca por uma solução que respeite os direitos humanos, a CIDH destacou quatro medidas a serem tomadas:

1.O direito à nacionalidade deve ser garantido para as pessoas que já tinham esse direito por conta do regime interno datado de 1929 até 2010.

2. Não se pode exigir que as pessoas com direito à nacionalidade, como as que perderam esse direito devido à sentença do governo, se registrem como estrangeiros, como pré-requisito para obtenção de seus direitos.

3. As medidas para garantir o direito à nacionalidade das pessoas prejudicadas pela perda da mesma devem ser imediatas. Esses mecanismos devem sem simples, claros, rápidos e justos.

4. Os mecanismos para obtenção da nacionalidade devem ser acessíveis em termos econômicos.

5.Por fim, a CIDH destaca que todas as pessoas têm o direito de contar com a proteção e garantias judiciais de forma acessível e eficaz, a fim de garantir os direitos à nacionalidade, identidade, igualdade e à não discriminação.


Fonte: Adital

Para combater fome, o médico Murilo Ferraz criou uma alternativa na produção de commodities

"Sendo médico de família em Roraima, eu vi crianças comendo argila misturada na comida para matar a fome. Também ouvi de um produtor de arroz da região que toda sua produção era exportada para a Ásia. Isso me despertou para a questão da alimentação e fiquei pensando em como produzir alimentos de forma descentralizada e socialmente justa."

Infelizmente, cenas como as relatadas por Murilo Ferraz, 34, são mais comuns do que se imagina. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), uma a cada oito pessoas no mundo (cerca de 870 milhões de seres humanos) sofre de subnutrição crônica, ou seja, fome. Ainda segundo a entidade, o mundo produz comida suficiente para todos e desperdiça um terço dela.

Esse é o terreno no qual Ferraz pretende germinar a semente de um negócio social inovador, a Treebos.com. Sediada em Guarapari, no Espírito Santo, a empresa tem como objetivo intervir diretamente na cadeia produtiva de alimentos, aproximando produtores e consumidores. "Queremos ser uma alternativa ao modelo de produção de commodities para combater a fome", diz.


Para isso, a Treebos apresenta uma ideia de negócio que une a agricultura ao mundo digital, em tese adaptável a qualquer região cultivável do planeta. Seguindo orientações do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), a empresa desenvolveu um modelo de pomar de 10 hectares -chamado de Bosque do Futuro- pensado para pequenos agricultores rurais, no qual são plantadas 3 dentre 35 espécies de frutas selecionadas pela organização. Hoje, a Treebos conta com dois bosques (plantados em setembro de 2013), um em Guarapari e outro em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Cada árvore dos bosques é, então, colocada para "adoção" na internet, e a pessoa que a adota passa a ter direito sobre as frutas que serão produzidas por ela. Os produtos poderão ser entregues na casa do comprador, em instituições de caridade, escolas e hospitais cadastrados ou vendidas na feira virtual da própria Treebos. A empresa cobra uma mensalidade para financiar o sistema.

Mas o investimento inicial em um pomar tradicional era proibitivo para uma start-up. A estratégia da Treebos foi parcelar ao longo do tempo custos que não são necessários no primeiro ano de operação. Assim, a empresa consegue iniciar um bosque com um quarto do valor que seria demandado por um pomar tradicional, o que atenua a necessidade de capital da empresa.

MODELO DE NEGÓCIOS

O modelo da Treebos é interessante também por possibilitar uma série de ramificações para o negócio. A "adoção de árvores" pode ser complementada por assinaturas de "delivery" de frutas (individual e corporativo), venda ao varejo e comercialização de polpas de fruta congelada. "Mesmo se não conseguirmos nenhuma assinatura, teremos operação positiva no terceiro ano apenas com a venda das frutas. Isso nos dará fôlego para, se necessário, ajustar eventuais falhas do modelo e conquistar o cliente", conta Ferraz.

No cerne dessa flexibilidade, encontra-se outro conceito importante do negócio da Treebos: conectar uma rede de consumidores com uma rede de pequenos produtores rurais por meio da internet. "A ideia é que a produção e o consumo sejam em rede, pois em rede tudo fica mais barato", esclarece o empresário.

No próprio conceito de rede encontra-se o mais direto impacto social da Treebos. Ferraz explica que, ao cortar intermediários entre o pequeno produtor e o consumidor, a Treebos pode aumentar em até 60% a renda do indivíduo. Hoje os 12 pequenos agricultores da rede recebem uma renda média de R$ 1.420, oriunda do serviço de "delivery" de frutas que a Treebos opera na cidade do Rio de Janeiro e da manutenção dos bosques (o serviço de "delivery" é abastecido com pomares dos próprios agricultores, pois os Bosques do Futuro ainda não estão produzindo).

IMPACTO E DESAFIO
Entretanto, Ferraz acredita que o impacto da Treebos será mais profundo à medida que ela melhorar também a capacidade produtiva desses pequenos agricultores. Para isso, a empresa os acompanha de perto, dando-lhes apoio técnico e repassando parte do aumento de renda na forma de insumos produtivos.

Gerando maior renda e apoiando o crescimento desses produtores, o empresário espera fortalecer suas raízes rurais, impedindo, e eventualmente revertendo, o fluxo de pessoas para as cidades e aumentando a produção de alimentos. "Começamos pelas frutas por seu potencial comercial, mas, com a Treebos, no futuro, qualquer pessoa poderá ser 'sócia' de bosques de frutas, hortas de legumes, criação de peixes, galinhas etc.".

Há uma série de desafios de mercado para a Treebos: o modelo de adoção de árvores ainda precisa passar por seu teste mais rigoroso -ser aceito pelos clientes; o modelo de produção com bosques padrão precisa ganhar escala; e a empresa precisa provar que é possível estabelecer um sistema logístico viável para distribuir frutas provenientes de uma produção descentralizada para uma clientela também descentralizada. Para superar esse último desafio, Ferraz aposta na produção de frutas próxima ao local de consumo. Por isso é necessário planejar, e até restringir, os locais a serem atendidos.

Em sua breve história, a Treebos já passou pela difícil decisão de desenvolver-se naturalmente ou "utilizar fertilizantes". Para crescer, a empresa passou por um processo de aceleração turbulento. "Tínhamos diferentes visões para a Treebos, e a deles era muito focada no negócio", conta Ferraz, que acabou, junto com a equipe, decidindo abrir mão de todo o apoio dado pela aceleradora para seguir com seu plano original. "Nós batemos o pé e seguimos com nossa vertente social", completa.

FUTURO
Contudo, isso não significa dizer que a Treebos optou por um modelo de crescimento lento. A empresa pretende finalizar 2013 com cinco bosques plantados.

Para 2014, a meta é constituir mais 25 bosques pelo Brasil e atender a propostas de expansão para a Europa e os Estados Unidos. "Chegamos a um momento em que a Treebos não cresce mais sem investimento. Mas hoje podemos escolher investidores que compartilham o propósito da empresa. "Tais investimentos se manifestam por meio de aporte de recursos financeiros ou de serviços à empresa em troca de ações do negócio".

Ferraz segue como sócio majoritário e CEO da empresa. "O importante é todos estarem alinhados quanto ao nosso objetivo, e hoje queremos dar acesso a alimentos de qualidade por um preço justo ao mundo todo. Meu sonho é que cada cidade do mundo com mais de 100 mil habitantes tenha ao menos um bosque."

BRASIL 27
Iniciativa conjunta dos jovens Fabio Serconek e Pedro Henrique G. Vitoriano e contando com apoio do Centro de Empreendedorismo e Administração em Terceiro Setor (Ceats) da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto Brasil 27 está visitando todos os Estados brasileiros para estudar, em cada um deles, um exemplo de negócio social. Conta com o apoio do ICE (Instituto de Cidadania Empresarial), das fundações Avina e Rockefeller, e da Rede Omidyar.

Os registros da jornada ficarão disponíveis no blog do projeto e serão publicados aqui, semanalmente, no Empreendedor Social.


Fonte: Folha de São Paulo

Maior floresta tropical do mundo em cartaz na Amazônia Mundi 2013-2015

Pelos próximos 17 meses, interessados em conhecer melhor a Amazônia sem que para isso precisem viajar até a maior floresta tropical do mundo podem visitar a exposição Amazônia Mundi 2013-2015, em cartaz em São Paulo. Segundo informações da agência Museu Goeldi, que participa desta edição, a Amazônia Mundi apresenta as principais questões existentes no imaginário humano sobre a "Grande Floresta Amazônica” e, ao mesmo tempo, informa quanto à situação atual da região e sua importância para o planeta.

Com mais de 1.200 m², divididos em dois espaços da unidade (área externa e galpão), a exposição conta com uma Vila Amazônica, esculturas gigantes de animais da região, instalações artísticas que aludem à floresta suspensa e ao ciclo das águas ("rios voadores") e uma oca construída por índios Wayana. A visitação permite a observação fugaz de animais e sons escondidos na "floresta”, além das constelações do céu, vistas por diferentes culturas indígenas. A destruição da Amazônia, em decorrência do modelo atual de consumo e desenvolvimento, também é lembrada por meio da instalação "Amazonfagia".

A trilha sonora do espaço expositivo, concebida por Alvise Migotto, recria sons de pássaros, insetos, vento e chuva, que compõem cada ambiente de uma forma diferente. Em montagem inédita, a exposição Amazônia Mundi acumula a experiência de outras 12 montagens que percorreram 10 países e foram vistas por cerca de 1,5 milhão de pessoas.

"Os conteúdos são apresentados de forma contemporânea, criativa, utilizando fotografias, vídeos, instalações cenográficas de grandes artistas nacionais. Inclui ainda a realização da mostra de cinema, shows musicais, oficinas e projeto pedagógico para escolas. O público estimado para essa visita é de 240 mil visitantes”, informa a agência Museu Goeldi

A edição 2013-2015 conta com obras fotográficas da Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), base de pesquisas científicas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), que fez 20 anos de existência nesse outubro de 2013.

Mais informações:

http://www.sescsp.org.br/sesc


Fonte: Adital

PM isola área do antigo Museu do Índio

A Polícia Militar isolou a área do antigo Museu do Índio com grades no início da tarde de hoje (16). Houve protesto na ação para desocupar o edifício. Durante a colocação das grades, houve confusão porque alguns manifestantes não queriam deixar o espaço que seria isolado.

Alguns deles chegaram a ser arrastados pelo chão. Um deles foi preso por resistir à ação dos policiais. A desocupação do prédio ocorreu durante a manhã. Mas, um dos líderes da ocupação, o indígena Zé Guajajara, subiu em uma árvore no terreno do prédio para resistir à retirada. Neste momento, um negociador da PM tenta convencê-lo a abandonar o local.

Há pouco, manifestantes hostilizaram repórteres no local e teve empurra-empurra.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Moradores de rua são alvo de protesto: “Não precisamos de mendigos!”

Segurando cartazes como “Não precisamos de mendigos: Fora!”, moradores da região da praia da Canasvieiras, em Florianópolis, protestaram contra a presença de pessoas em situação de rua na cidade.

A praia é uma das preferidas de turistas argentinos, que costumam lotar os hotéis da região e o turismo é a principal preocupação dos “incomodados”. 

“Estamos tentando limpar a praia para a chegada do turista. Isso está queimando nossa imagem”, afirmou Luciana da Silva, uma das organizadoras do protesto, à Folha de S. Paulo.

No blogue SOS Canasvieiras, organizado por moradores da região, em um texto intitulado “Turismo Insustentável”, os insatisfeitos desfilam uma série de argumentos para que se expulse a população de rua da região. “Não podemos deixar esta situação se agravar, porque junto vem a sujeira, as drogas, os desentendimentos e até os homicídios, comprometendo a nossa qualidade de vida e a fama negativa perante o Brasil e o mundo”, afirma o autor.

Em outro trecho, a preocupação com a “vocação pelo turismo” do bairro é lembrada. “Mas não é este tipo de turistas [moradores de rua] que precisamos e queremos, nem na baixa temporada, nem na temporada de verão”. Para encerrar, o autor exalta a cobertura por parte da imprensa. “Até a grande mídia tem noticiado o “descarte” de seres humanos, ditos mendigos, aqui em Canasvieiras.”

“Importação”

Sites de notícias locais, como o Tudo Sobre Floripa, noticiam uma “suposta importação de mendigos”. “Segundo o secretario Alessandro Balbi Abreu, a denúncia partiu de um morador do local. Ele contou que a prefeitura de Balneário Camboriú, no litoral Norte, teria despejado mendigos daquela cidade em Canasvieiras”, diz a reportagem.

A Folha de S. Paulo afirma ter flagrado, durante a manifestação, um cartaz que reclamava da “importação” de pessoas em situação de rua, motivado pelas: “Balneário Camboriú, para de jogar mendigos na nossa praia (que vergonha)”.

O caso da “suposta importação” deve ser alvo de uma “abordagem” do Ministério Público e da Polícia Militar para se descobrir a origem dessas pessoas em situação de rua. Em entrevista ao Tudo Sobre Floripa, o secretário municipal de Assistência Social de Florianópolis, Alessandro Balbi Abreu, demonstrou preocupação. “O problema é que eles não querem ser ajudados, porque essa época é muito rentável pra eles.”

Um novo protesto contra a a presença das pessoas em situação de rua na praia da Canasvieiras está marcado para a próxima quarta-feira (11).


Fonte: Brasil de Fato

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Para especialistas, Brasil vive momento decisivo para garantir direitos humanos

Para especialistas, o Brasil passa por um momento crítico para a garantia de direitos humanos. Os eventos esportivos que o país sediará - a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 - e as grandes obras, como a Usina de Belo Monte, são decisivos também para uma revisão do modelo de crescimento que o Brasil deseja seguir. Na última quinta-feira (5), o Portal EBC fez um bate-papo online com debatedores do Fórum Mundial de Direitos Humanos, que ocorrerá de terça-feira (10) a sexta-feira (13).

"Acho que estamos tendo uma oportunidade única de entender o Brasil e vivenciar um crescimento econômico diferente. Uma coisa que gere qualidade de vida e não apenas acúmulo de riqueza", diz o jornalista e doutor em ciências políticas, Leonardo Sakamoto. "Temos um crescente incômodo, que desabou em junho, de que alguma coisa está errada. Boa parte desses problemas está associada a quem o Estado serve quando garante qualidade de vida para uma parcela da população e não para outra".

Sakamoto refere-se às manifestações de junho e julho, quando a classe média foi às ruas para pedir melhorias em diversos setores. Segundo ele, as manifestações serviram para escancarar uma política de violência que já vinha sendo aplicada a camadas mais frágeis da população, como os indígenas e os movimentos sociais.

Um dos pontos que evidencia a necessidade de revisão, segundo ele, é a questão do trabalho. Desde 1995, quando estabeleceu-se uma política de comabate ao trabalho análogo ao escravo, mais de 45 mil trabalhadores foram resgatados. Esse tipo de exploração foi denunciado inclusive nos grandes empreendimentos do Brasil. "O trabalho escravo não é uma doença, é um indicador de que o modelo de desenvolvimento que a nossa sociedade assumiu vai mal", analisa. "[O trabalho escravo] tem o objetivo claro de aumentar os ganhos econômicos e é usado para aumentar a competitividade".

O Grupo Violes/SER/UnB estará presente, representado pela coordenadora e criadora do grupo, a Profa. Dra. Maria Lúcia Leal, que participará da mesa Violência letal contra crianças e adolescentes e a perspectiva do ECA: Viver e não morrer, no período entre 16:00 e 18:00 do dia 11/12.

Para a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Angélica Moura Goulart, é preciso proteger a juventude dos impactos sociais que esses empreendimentos podem gerar. Segundo ela, a secretaria tratou de fortalecer e criar uma rede de amparo às crianças e aos adolescentes. Conselhos tutelares de todo o país foram melhor equipados e há também a preocupação com a formação de pessoal.

"Temos uma capacitação intensa, inclusive com as forças de segurança, que não estão acostumadas a perceber de forma integral as violações de direitos. Ver um menino ou menina catando latinha já é algo naturalizado", diz a secretária. "Uma rede fortalecida pode fazer frente a essas situações e criar um movimento de proteção a essas crianças e adolescentes".

Já para o integrante da Rede Europeia para o Turismo Acessível, o norte-americano Scott Rains, o país apresenta fragilidades para atender às pessoas com deficiência, especialmente no quesito transporte. Ele diz que o Brasil tem normas claras asseguradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas que não são cumpridas. Segundo o Censo de 2010, 24% da população brasileira são de pessoas com algum tipo de deficiência e, 7% de pessoas com algum tipo de deficiência motora.

"Entrar nessa lógica [de atender turisticamente pessoas com deficiência] não é só bom porque é um direito, mas porque é uma coisa que interessa também ao mercado. Existe um grupo de pessoas que quer viajar e que quer participar da sociedade de um jeito que não é assegurado no Brasil", diz.

A programação completa do Fórum Mundial de Direitos Humanos pode ser acessada no site do evento. A íntegra do debate está no Portal EBC.


Fonte: Agência Brasil

Mandela: legado eterno

O mundo perdeu um de seus mais importantes símbolos sociais e políticos nessa quinta-feira (5). O sul-africano Nelson Mandela morreu em Johannesburgo, aos 95 anos, vítima de complicações de uma infecção pulmonar. Madiba, como é conhecido Mandela em sua terra natal, dedicou a vida à luta pela igualdade racial e foi um dos principais opositores do regime segregacionista do apartheid. Após 27 anos de prisão, conquistou a liberdade e foi eleito presidente da África do Sul. Em 1993, o líder recebeu o prêmio Nobel da Paz. Dois anos antes, esteve na Universidade de Brasília, onde foi condecorado Doutor Honoris Causa. Saiba mais.

TRAJETÓRIA

Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Nelson Mandela, de 95 anos, conquistou o respeito de adversários e críticos devido aos esforços em busca da paz. Ele foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993. Mandela morreu hoje (5) em decorrência de problemas respiratórios.

O líder ficou conhecido como Madiba (reconciliador) devido ao clã a que pertencia e recebeu o título de O Pai da Pátria. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela em defesa da luta pela liberdade, justiça e democracia.

Ao visitar o Rio de Janeiro, nos anos 90, Mandela foi a um show de Martinho da Vila, no Sambódromo, e demonstrou entusiasmo ao ver uma apresentação de capoeira. Ao lado do então governador Leonel Brizola (que morreu em 2004), Mandela acompanhou o ritmo do samba e agradeceu as manifestações de apoio da plateia.

Em 2010, o presidente à época Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, pela terceira vez, com Mandela. Segundo Lula, sua trajetória política foi marcada por duas influências intensas: Mandela e Fidel Castro, ex-presidente de Cuba e líder da Revolução Cubana, em 1959.

De uma família sul-africana nobre, do povo Thembu, Mandela ficou 27 anos preso em decorrência de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Na prisão, ele escreveu uma autobiografia. Preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, Mandela não aceitou o posto e partiu em direção a Joanesburgo para cursar Direito e fazer política.

Com amigos, Mandela criou a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA), cuja sigla em inglês é Ancyl. Ele foi eleito secretário nacional da Ancyl e executivo nacional do CNA. O princípio da sua política é a paz.

Na prisão, Mandela não tinha contato com o exterior, pois não podia receber jornais e notícias externas. Mesmo no período em que esteve preso, Mandela recebeu homenagens. No dia em que deixou a prisão, foi recebido por uma multidão. Ele gritava: “Poder” e os manifestantes respondiam: “Para o povo”.

A eleição de Mandela foi um marco na história do país, definindo a nova África do Sul com um processo de reconciliação entre oprimidos e opressores. Em 1992, o resultado do referendo entre os brancos dá ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permite uma futura constituinte.

Em 2001, Mandela foi diagnosticado com câncer de próstata, mas apesar do tratamento ele fez campanha em favor do combate à aids, um dos principais problemas de saúde pública na África do Sul. Ao completar 85 anos, ele anunciou a aposentadoria.


Fonte: Portal da UnB

Em 10 anos de serviço Disque 100 prestou mais de 3 milhões de atendimentos

“O Disque 100 é totalmente atento a todo Brasil”. A declaração é da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que comemora nesta sexta-feira (6), dez anos de fundação do Disque Direitos Humanos-100. Criado em 2003, o serviço destinado a acolher denúncias de violações de direitos humanos, já prestou mais de 3 milhões de atendimentos.

Em 2010, o recebimento de denúncias sobre crianças e adolescentes vítimas de violência, base que orientou a criação do Disque 100, foi aprimorado para atender às pessoas idosas, população em situação de rua, pessoas com deficiência, população LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), tortura, entre outras violações de Direitos Humanos.

“O nosso desafio é consolidar uma rede de proteção e atendimento também para essas áreas que o Disque 100 incorporou como prioridade”, explicou a ministra. Para tanto, as denúncias de violações de direitos humanos recebidas pelo Disque 100 são examinadas e encaminhadas para os serviços de atendimento, proteção e responsabilização presentes nos estados e municípios.

Os principais parceiros são os Conselhos Tutelares e de Direitos, equipamentos de assistência social, como os CREAS, os órgãos da segurança pública (Delegacias especializadas, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal) e Ministério Público.

Também cabe ao Disque 100 disseminar informações e orientações sobre as ações, programas, campanhas, direitos e de serviços de atendimento, proteção, defesa e responsabilização em Direitos Humanos disponíveis no âmbito Federal, Estadual e Municipal. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive domingos e feriados. A ligação é gratuita e atende ligações de todo o território nacional.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

Mulher está mais forte e confiante para denunciar agressão, afirma ministra

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, participou na manhã de quarta-feira (4) do programa semana Bom Dia, Ministro, que abordou as ações do governo federal no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Segundo a ministra, o governo tem revertido o quadro de violência com ações como a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, a Lei Maria da Penha e o Programa Mulher, Viver sem Violência, lançado no último dia 8 de março, além dos pactos com os governos dos 26 estados e o Distrito Federal.

“É lamentável a realidade em que vivemos, que em pleno século 21, a mulher, por ser mulher, ainda sofra agressões, estupros e assassinatos”, enfatizou Eleonora Menicucci, que considera o Mulher, Viver sem Violência, “uma estratégia vitoriosa do governo”.

O programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira em todas as 27 capitais até 2014.

As Casas agregam o sistema judiciário – com Varas, Promotorias, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública – os serviços de apoio – como psicólogos e assistentes sociais – e uma rede de auxilio que leva às vítimas orientações de emprego e renda e cursos de capacitação para que elas saiam desses centros prontas para atuarem no mercado de trabalho.

A ministra anunciou também a disponibilização de ônibus para buscar a mulher vítima de violência que ligar para o 180, onde ela estiver: em casa, nas ruas, nos hospitais ou nas delegacias.

“A luta contra a violência é cotidiana, sei que todas as ações que fizermos agora não acabarão com esse problema imediatamente, mas tenho certeza que é o inicio do fim da impunidade dos agressores contra as mulheres brasileiras”, destacou Eleonora.

Outra medida da Secretaria de Políticas para as Mulheres é o serviço itinerante, feito em ônibus e barcos, para prevenção, promoção e divulgação dos direitos das mulheres.

Segundo Eleonora Menicucci, o alto índice de denúncias de violência contra as mulheres se dá por conta da melhoria do serviço de notificação. “

Todos os programas do governo têm dado força e autoconfiança para que as mulheres denunciem qualquer violência que esteja sofrendo”, disse a ministra, e alertou “os números, por mais assustadores que sejam, apontam uma mudança de comportamento.

À medida que aumentam, significa que as mulheres têm mais confiança, segurança e autoestima para denunciar. Elas sabem que o governo está trabalhando para elas”.

As áreas de fronteiras também têm sido especializadas para impedir o tráfico de mulheres.

E os hospitais, IMLs e centros de atendimento estão sendo capacitados para atender de forma mais eficiente as vitimas de agressão na coleta de provas.

Atendimento sem julgamento

Outra linha de atuação do governo é quanto ao atendimento das vítimas nas delegacias e a mobilização para acelerar o trabalho dos juízes na expedição da medida preventiva, que define a distância que o agressor tem que manter da vítima.

“ O delegado que atender essa vítima tem como missão ouvir a mulher, sem julgá-la, e encaminhar imediatamente sua denúncia para as varas".

E continua: "Queremos sensibilizar os juízes a expedirem o documento em até, no máximo, 12 horas, impedindo que a mulher saia da delegacia, encontre seu agressor e seja ainda mais violentada, e até mesmo, assassinada”, concluiu Eleonora.

Propostas

‘Os estupros dentro de casa são os mais perversos. Temos que retirar essa violência da invisibilidade e do silêncio”, foi o que a ministra declarou ao ser questionada sobre as crianças que sofrem abusos verbais e físicos dentro de casa, sejam por vizinhos, familiares e até pais e padrastos.

Segundo Eleonora, o governo tem uma proposta de trabalho juntamente com as escolas de ensino fundamental e médio, para levar orientações a filhas e mães sobre essa realidade.

Eleonora acredita que com as mães devidamente informadas, será mais fácil abrirem um espaço para diálogo com as filhas, e assim, as filhas se sentirão à vontade para confidenciar violências que por ventura possam estar sofrendo.

Pequenos municípios

Com os centros Casa da Mulher Brasileira, dentro do programa Mulher, Viver sem Violência, instalados nas 27 capitais, o governo começará a distribuir os centros nos pequenos municípios, mas enquanto isso, as moradoras dessas regiões continuam assistidas através de pactos entre o governo federal e os governos municipais.

A ação garante a descentralização dos recursos e a criação de um atendimento mais estruturado. Uma segunda alternativa é a junção dos municípios que resultará em uma rede mais fortalecida.

“Temos a meta de construir as 27 casas até 2014, mas também temos um compromisso com todos os municípios, e mais e mais casas serão feitas e entregues durante todo o governo, mas estamos reforçando todos os pactos com cada município”, finalizou Eleonora.


Fonte: Portal A Crítica

Pesquisa mostra percepção masculina sobre violência contra a mulher

Dentro da programação da Campanha 16 "Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres", o Instituto Avon divulgou, pesquisa inédita que objetivou captar as percepções masculinas relacionadas à violência doméstica contra a mulher no Brasil e os estereótipos de gênero que contribuem para esse cenário.

Encomendado ao Data Popular, o levantamento “Percepções dos Homens Sobre a Violência Doméstica contra a Mulher” foi realizado com 1.500 pessoas, de 50 municípios, nas cinco regiões brasileiras. Os homens representam dois terços dos entrevistados.

O evento de apresentação dos dados da pesquisa terá a presença da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR); do presidente da Avon Brasil, David Legher; da presidente do Conselho do Instituto Avon, Alessandra Ginante, e especialistas sobre gênero e direitos das mulheres.

No encontro, o Instituto Avon anunciará o apoio à campanha ‘Quem Ama Abraça – Fazendo Escola’, que teve a segunda fase lançada, na semana passada, e realizará ações focadas em crianças, adolescentes e escolas até o final de 2014.

Parceria

A iniciativa é parte das estratégias de sensibilização e mobilização social traçadas pelo programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, coordenado pela SPM.

A parceria entre a Avon e a SPM foi estabelecida em 2008, quando a companhia lançou, por meio do Instituto Avon, a campanha Fale Sem Medo – Não à Violência Doméstica, sendo a primeira empresa no Brasil a abraçar oficialmente a causa do enfrentamento à violência doméstica.

Em 2012, a Avon foi também a primeira empresa a anunciar oficialmente apoio à campanha ‘Compromisso e Atitude – A Lei é mais forte’, coordenada pela SPM, comprometendo-se a reforçar as ações de divulgação da Lei Maria da Penha por meio de sua rede de revendedores, além de atuar em parceria com a SPM em outros projetos voltados para esta causa. (Secretaria de Políticas para Mulheres)


Fonte: Portal A Crítica

UnB vence Concurso Nacional Sistema Interamericano de Direitos Humanos

A equipe da Universidade de Brasília foi a vencedora do Concurso Nacional Sistema Interamericano de Direitos Humanos 2013, realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). O resultado foi divulgado no último dia 22 de novembro, após conclusão do processo de seleção, realizado em Brasília.

Segundo a chefe da Assessoria Internacional da SDH/PR, Victória Balhtar, o grupo que conquistou o 1º lugar terá a oportunidade de conhecer a sede da Corte Interamericana de Direitos humanos, localizada em São José da Costa Rica. A viagem ocorrerá no próximo ano e as passagens serão custeadas pela SDH/PR. A Corte dará um subsídio de 900 dólares para a equipe, que ficará uma semana na cidade.

As alunas poderão assistir às sessões ordinárias e participar de outras atividades organizadas pela Corte. A equipe é composta pelas alunas Bethânia Itagiba Aguiar Arifa, Juliana Thomazini Nader Simões e Luana Helena Alves dos Anjos Almeida

O processo seletivo final começou na segunda-feira (18/11), quando 32 equipes (compostas de 3 integrantes) de 18 estados chegaram em Brasília para participar da última fase do projeto. Uma das atividades realizadas pelos alunos foi a simulação de um caso hipotético sobre supostas violações de direitos humanos ocorridas em um Estado fictício.

O concurso foi divido em três etapas: Inscrições; Fase de Memoriais; e Fase de Rodadas Orais. Na primeira, as equipes preencheram um formulário de inscrição que incluía uma questão acadêmica. Foram classificadas e selecionadas as que apresentaram as melhores respostas.

Os grupos que avançaram para a fase de memoriais simularam a defesa de Direitos Humanos como representantes de um estado fictício e de supostas vitimas perante a Corte Interamericana. Nas rodadas orais, foram realizadas simulações de audiência da Corte e de reuniões de trabalho entre diferentes órgãos do Estado ou do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

Premiações

Prêmio Final – 1º lugar: Equipe da Universidade de Brasília, integrantes Bethânia Itagiba Aguiar Arifa, Juliana Thomazini Nader Simões e Luana Helena Alves dos Anjos Almeida.

Melhor Orador

1o lugar: Manoel Maurício Ramos Neto, da Universidade Federal do Pará
2o lugar: Diogo Kniest Stein, da Universidade Feevale
3o lugar: Syllas Moreira da Fonseca Neto, do Centro Universitário de Curitiba

Melhor Memorial das Vítimas

1o lugar: Equipe da Universidade Federal de Minas Gerais, integrantes Clarissa Freitas Sá e Verçosa, Thelma Yanagisawa Shimomura e Vinícius Provensani
2o lugar: Equipe da Universidade Federal de Pernambuco, integrantes Daniel Longhi Guimarães, Maria Eduarda Borba Dantas e Thaís Guedes Alcoforado de Moraes.

Melhor Memorial do Estado

1o lugar: Equipe da Escola Superior Batista do Amazonas, integrantes Victor Porto de Almeida, Yohanna Jaamel Sousa Menezes e Jaqueline Oliveira de Paula.
2o lugar: Equipe da Universidade Federal do Amazonas, integrantes Gabriel de Souza Cruz Evelin Coelho, Karollyne Lima Barbosa e Felipe Chads Azeredo


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

Pesquisadores sobre tráfico estudarão fronteira

Com a formalização de um convênio entre o Campus do Pantanal (CPan), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas, na quinta-feira (5), Corumbá (MS) entrou no grupo de cidades que mantêm, através de universidades, centros de pesquisa sobre tráfico de pessoas. Maior fonte de renda do crime organizado internacional, o tráfico de pessoas só fica atrás do de armas e de drogas, e movimenta 32 bilhões de dólares por ano.

A criação do Núcleo de Estudos de População e Trabalho em Fronteira vai permitir a produção de dados estatísticos relacionados a esse tipo de crime. “A grande pretensão é conseguir levantar dados, catalogar e quantificá-los para fins estatísticos. Há demanda por dados. A novidade desse núcleo de pesquisas e informações sobre tráfico de pessoas é que não deverá se debruçar apenas e tão somente no tráfico de pessoas na modalidade trabalho escravo, mas também, nas demais formas, que seriam a exploração sexual e tráfico de órgãos humanos. É um crime menos conhecido, não sabemos se acontece menos ou mais, porque é mais invisível que as demais formas. Vamos ter a ousadia de pesquisar essas formas de tráfico de pessoas”, explicou o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT/MS) e coordenador do Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas, Cícero Rufino Pereira.

A expectativa do procurador é que o Núcleo comece a funcionar em março de 2014. Segundo ele, a região fronteiriça é um importante ponto a ser estudado. “A fronteira é a pedra de toque. O grande diferencial que esse núcleo de estudos terá em relação a outros centros de estudo e pesquisa é que vamos nos especializar sobre a fronteira, especialmente nas cidades de Corumbá (Bolívia), Porto Murtinho e Bela Vista (Paraguai)”, explicou.


Fonte: Correio do Estado

Ação da polícia confirma DF como um dos principais mercados da prostituição

Nana, Paola e Ana Júlia são os nomes profissionais de prostitutas de luxo em Brasília. Elas ganham muito dinheiro, mas não têm vida fácil. Custa caro entrar e se manter nesse mercado, além dos riscos inerentes ao ofício. Da bolsa de cada uma saem pelo menos R$ 5 mil por mês, pois não basta apenas estar disposta a vender o corpo. É preciso ser discreta, chique e inteligente. Além de um corpo escultural, tem de saber conversar, vestir-se, maquiar-se. Nada de muita pintura, roupa exageradamente curta nem jeito vulgar. A maioria das meninas do ramo mora no Plano Piloto, usa peças de grife, malha nas mais badaladas academias da cidade e estuda em faculdades particulares. Algumas têm personal trainner e falam mais de uma língua estrangeira. Mas têm vida útil curta. Aos 30 anos, são consideradas velhas.

Esses itens diferenciam as prostitutas de luxo, que atendem em hotéis, em festas privês, em casas de fim de semana e nos iates dos clientes, das que trabalham nas ruas e em inferninhos. Para viabilizar os encontros com as mais cobiçadas profissionais do ramo, políticos, empresários e lobistas recorrem a gente especializada. Um dos principais motivos é o temor de ser flagrado em telefonemas comprometedores. A negociação, quase sempre, é feita por assessores. Eles as encontram em sites e em telefonemas às cafetinas. Por isso, nove em cada 10 prostitutas que trabalham em Brasília sonham integrar o cast de gente como Jeany Mary Corner, 53 anos, Vilma Nobre, 44, Marilene Oliveira, 49, e Ângela Castro, 49.

Jeany Mary protagonizou alguns escândalos da política nacional. Ela e as três mulheres são apontadas pela Polícia Civil como as cabeças de um esquema milionário de prostituição de luxo no DF. Todas acabaram presas na Operação Red Light, desencadeada na última segunda-feira. No sábado, elas ganharam o direito de responder ao processo em liberdade. Com elas e cinco homens, os agentes recolheram farto material, usado como prova de crimes. São agendas, cadernetas, celulares, entre outros.

Mais informações no jornal.


Fonte: Correio Braziliense

Operação da Polícia Civil desvenda rede de prostituição infantil em Manaus

A rotina da estudante Giovana (nome fictício) mudou radicalmente aos 14 anos.

De família pobre, da periferia de Manaus, ela foi tomada pela curiosidade ao ver uma amiga rodeada de presentes, dinheiro e carros.

Em pouco tempo, passou até a cabular aula para entrar na rede de exploração sexual.

Não demorou e passou a fazer de seis a sete programas por dia. E ela ainda nem havia completado 15 anos.

"Emendava um programa no outro. Não parava. Ganhávamos dinheiro muito fácil. Mas, como diz o ditado, tudo que vem fácil vai fácil", disse à Folha a adolescente, hoje com 17 anos e, segundo ela, longe dos encontros sexuais.

Há um ano, a rede de exploração sexual da qual Giovana fazia parte foi desbaratada pela polícia em Manaus.

Agora, a Folha teve acesso a detalhes das investigações sobre a forma de atuação do esquema que servia a grupos de empresários e políticos do Amazonas e que recrutava garotas pobres, com idades a partir de 12 anos.

O Ministério Público ofereceu denúncia. A Justiça ainda analisa se abrirá processo.

O caso está sob sigilo no Tribunal de Justiça do Amazonas. Um cônsul, um prefeito e um deputado estadual estão entre os suspeitos de fazer parte do esquema.

"Às vezes no meio da aula eles [agenciadores] me avisavam sobre algum programa por mensagem de celular, então me buscavam na escola e me levavam até o local do encontro. Depois, me levavam de volta pra escola ou pra casa", disse a menina.



IDENTIDADE

"Na média, num dia, podia ganhar R$ 2.000, R$ 3.000. Variava de R$ 300 a R$ 400 [cada programa]", completa.

Segundo a garota, a maioria dos clientes sabia que ela não tinha 18 anos -quando necessário, diz, usava uma identidade falsificada.

A vida dela, conta, mudou de novo quando a rede veio à tona, em novembro de 2012.

Policiais foram até a casa dela para apreender computadores e celulares. "A reação da minha mãe foi péssima. Ela desmaiou, foi uma coisa muito horrível", afirma.

Outros parentes de garotas ouvidos pela reportagem relataram semelhante reação quando o caso foi revelado.

Com medo, Giovana afirma que apagou seus perfis nas redes sociais e passou a fazer, também, um curso profissionalizante. Hoje sonha com uma universidade.

"Não falo com mais ninguém, perdi o contato com todos. Eu vi e revi o que eu fazia e agora faço diferente. Quero estudar e ter meu próprio negócio."


Fonte: Folha de São Paulo

Homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres

A luta pelo fim da violência contra as mulheres tem evoluído bastante no país, especialmente após a criação da Lei Maria da Penha. Contudo, apesar dessa evolução, as mudanças ainda são insuficientes, já que o real problema está na cultura machista, incutida na cabeça de muitos homens.

Pensando nisso, foi criada em 2011, no Rio Grande do Sul (RS), a Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, um grupo formado por diversos grupos, como, representantes das secretarias de Política para as Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público etc.

Essa frente tem o objetivo de tentar mudar essa cultura machista tão enraizada nos homens, a cultura de que os homens são superiores às mulheres. Uma cultura que, muitas vezes, levam os homens a se sentirem no direito de agredir física e psicologicamente as mulheres.

O grupo, que no dia 6 de dezembro fará o ‘3º Encontro Gaúcho de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres–Reeducar para quebrar o ciclo da violência’, atua com diversas ações de conscientização, como a realizada em estádios de futebol, a qual foi muito elogiada pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM). "Essa campanha (a dos estádios de futebol) tem trazido bons resultados, pois ela é realizada em um ambiente ainda muito dominado pelos homens. Mesmo as mulheres que vão aos estádios ainda se sentem um pouco inibidas, e é interessante, pois a campanha faz alusão até ao cartão vermelho, como punição”, afirmou Claudia Prates, coordenadora da MMM no Rio Grande do Sul.

Claudia relatou que a iniciativa da Frente Parlamentar é muito importante, mas que deveria existir em todos os estados. "É um trabalho importante, mas ainda pouco realizado, todos os estados brasileiros deveriam possuir essas ‘Frentes’, pois com a ajuda delas seria possível desconstruir toda essa cultura machista que está em nosso país, para que os homens possam falar sobre as atividades domésticas, sobre a divisão dessas atividades”.

A iniciativa de luta pelo fim da violência contra as mulheres partindo dos homens não é algo novo, porém ainda é muito pequena, "apenas uma pequena parte da população, uma parte mais instruída, tem essa consciência, é preciso que essa iniciativa seja levada para a mídia, para as novelas, mas é feito justamente o contrário, a mídia é uma grande propagadora do sexismo. Muita coisa está sendo feita, mas também há muito caminho a ser percorrido”, afirmou Claudia.


Fonte: Adital

Exposição do fotógrafo Milton Guran retrata 16 etnias indígenas

O resultado de quase 20 anos de trabalho do antropólogo e fotógrafo Milton Guran pode ser visto até 19 de janeiro no Centro Cultural Correios. A exposição Filhos da Terra apresenta 50 fotografias em preto e branco, que retratam 16 diferentes etnias indígenas, da Amazônia ao Sul do país: Yanomami, Makuxi, Marubo, Matis, Kayapó, Kamayurá, Kuikuiro, Yawalapiti, Arara, Xavante, Guarani, Kaingang, Pankararu, Jaminawa, Machineri e Suyá.

Na mostra, os povos indígenas são apresentados como representantes de uma cultura rica, que faz parte do que é ser brasileiro, e não como seres exóticos. “No Brasil, se falam mais de duzentas línguas indígenas. Cada uma corresponde a uma cultura diferente, a uma forma especial de se viver neste planeta. Algumas delas estão representadas aqui, através de observações, mensagens, testemunhos”, destaca Milton Guran, que também assina a curadoria da exposição.

Antropólogo com doutorado na França, mestre em comunicação social pela Universidade de Brasília, Guran é atualmente professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi fotógrafo do Museu do Índio e, entre outras atividades, coordena a FotoRio, bienal de fotografia, idealizada por ele e que promove exposições de fotografia em diversos espaços culturais do Rio de Janeiro.

A mostra Filhos da Terra fica aberta de terça-feira a domingo, das 12h às 19h, com entrada franca. O Centro Cultural Correios fica na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade.


Fonte: Agência Brasil

Cai a fome na América Latina e Caribe, mas número de obesos cresce

A fome na América Latina e Caribe está diminuindo. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 03 de dezembro, pelo Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe 2013, publicação realizada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Informações contidas no Panorama destacam uma redução em quase a metade do número de pessoas que sofrem com a fome na região.

De acordo com o representante regional da FAO, Raúl Benítez, "a América Latina e o Caribe é a região que obteve os maiores avanços na redução da fome, reduzindo a porcentagem de pessoas que sofrem com a fome à quase metade nos últimos 20 anos”. Além dessa redução, a região está muito próxima de alcançar a meta do milênio, que pretende reduzir à metade o número de pessoas com fome até o ano de 2015. Dos países da região, 16 já cumpriram o objetivo, dentre eles estão, Argentina, Chile, Venezuela, Cuba, São Vicente e Granadina e Barbados.

As razões para essa conquista, segundo afirma o Panorama, são várias: primeiramente, o visível crescimento econômico registrado na América Latina e Caribe (ALC), que impactou na redução da pobreza na região, porém esse crescimento por si só não ajudaria, foi preciso, também, o compromisso dos governos para enfrentar a fome e a pobreza. Iniciativas nacionais como o "Fome Zero”, no Brasil, e o programa de "Oportunidades”, no México; e o regionais como a "Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome 2025”, permitiram que a luta contra a fome e a pobreza alcançasse resultados positivos.

É possível afirmar, com segurança, segundo o Panorama, que a combinação do crescimento econômico com o compromisso governamental culminou nesses resultados positivos apresentados. Além disso, políticas específicas, como o incentivo à agricultura familiar; os programas de alimentação nas escolas e a abordagem "em duas vias”, que mescla ações de longo e curto prazos, foram essenciais para a redução dos números da fome na ALC.

Fome x Obesidade

Na contramão da redução da fome, também foi registrado no Panorama um preocupante aumento no número de pessoas com sobrepeso. Atualmente, essa taxa (de sobrepeso) chega aos 23% dos adultos e 7% das crianças na idade pré-escolar. Além disso, há cerca de 3,8 milhões de crianças com idade inferior a cinco anos que sofrem com a obesidade. De acordo com o Panorama, na ALC, os países mais afetados pelo problema da obesidade estão no Caribe. São Cristovão e Névis, com 41%, seguido pelas Bahamas e Barbados, ambos com 33,4%, são as nações com maior índice de pessoas acima do peso saudável.

Outro dado preocupante apontado é o aumento da obesidade infantil, que cresceu em 13 países. O maior aumento foi registrado na Argentina, no Peru e no Chile. Segundo a publicação da FAO, há países que enfrentam os dois problemas, tanto o da fome como o da obesidade, podendo haver as duas situações no mesmo povoado ou até na mesma família, tal fenômeno é chamado de "Dupla carga de má nutrição”. Esse problema decorre da mudança drástica nos estilos de vida e dos padrões alimentares.


Fonte: Adital

Brasil e China lançam novo satélite de sensoriamento remoto para mapear desmatamento

Brasileiros e chineses colocam em órbita na segunda-feira (9) o quarto satélite de sensoriamento remoto produzido pelos dois países. À 1h26, horário de Brasília, será lançado o satélite que vai mapear e registrar os territórios e atividades agrícolas, desmatamento, mudanças na vegetação e expansão urbana.

O projeto faz parte do Programa Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (Cbers, na sigla em inglês) e será lançado após três anos de ausência nesse nível de monitoramento, devido à desativação do anterior e a atrasos na nova operação.

Integrado ao foguete Longa Marcha 4B, o Cbers-3 vai viajar durante apenas 12 minutos e atingir 780 quilômetros de altitude, quando iniciará a etapa de estabilização e de entrada em órbita. Após ser posicionado e ter seus equipamentos acionados, o satélite passará por uma fase de checagem dos equipamentos e da qualidade das imagens, para, três meses depois, serem disponibilizadas ao público.

O Cbers-3, construído pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, retoma a transmissão de imagens enviadas anteriormente pelo Cbers-2B, que deixou de funcionar em 2010. Antes, o Cbers-1 e o Cbers-2 tinham sido enviados por Brasil e China em 1999 e 2003, respectivamente.

Para o Coordenador do Segmento de Aplicações do Programa Cbers, José Carlos Neves Epiphânio, mesmo com a interrupção do monitoramento feito pelos satélites Cbers, o Inpe manteve acordos com outros países para que os dados sobre o Brasil continuassem sendo usados. O órgão mantém um catálogo de imagens feitas por diversos satélites e disponíveis gratuitamente na internet, no endereço http://www.dgi.inpe.br/CDSR/.

O investimento brasileiro na construção do Cbers 3 chegou a R$ 300 milhões, entre as despesas do instituto, da contratação de empresas especializadas e da compra de equipamentos. De acordo com o coordenador, os efeitos da disponibilização das imagens a pesquisadores, instituições de ensino e cidadãos comuns conseguem superar o valor gasto. “Se há um programa caro neste país que se pagou é o CBERS, porque o benefício social é uma coisa espantosa.”

Segundo Epiphânio, que é pós-doutor em sensoriamento remoto, a construção do Cbers-3 foi dividida igualmente entre os dois países. Nos modelos anteriores, a China era responsável pela produção de 70% do satélite. Uma vez assinado o acordo, é definido o país que vai fabricar cada componente, como painel solar, controle térmico, sistema de gravação, além das câmeras que, acopladas ao satélite, produzem as imagens usadas em estudos ecológicos, industriais, geológicos e agrícolas.

“O legal do CBERS-3 é que ele vai ter um kit de câmeras bastante versátil. As câmeras foram totalmente remodeladas e, com isso, as fotos serão mais detalhadas. Será possível notar, por exemplo, a composição colorida dos objetos”, explica. Segundo Epiphânio, duas das quatro câmeras do satélite foram produzidas no Brasil.

Ele explica que o projeto para o Cbers-3 foi feito de acordo com o Cbers-4, que deve ser lançado daqui a dois anos. Como a responsabilidade é compartilhada, caberá aos brasileiros a organização do lançamento, sendo ou não no território brasileiro. A expectativa, segundo ele, é grande. Os engenheiros brasileiros estão confiantes porque foram feitos todos os testes, e o histórico do lançador de foguetes é satisfatório.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, acompanharão o lançamento em Taiyuan, província chinesa de Shanxi. No mês passado, o assunto foi discutido pelo vice-presidente, Michel Temer, quando chefiou a delegação brasileira na reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).


Fonte: Agência Brasil

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