domingo, 31 de agosto de 2014

Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores

Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.

Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.

Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.

Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.

O tema da violência em sala de aula foi destacado por internautas ouvidos pela BBC Brasil como um assunto que deveria receber mais atenção por parte dos candidatos presidenciais e vem gerando acirrados debates em posts que publicamos nos últimos dias nas nossas páginas de CliqueFacebook, CliqueTwitterCliqueGoogle +.

"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.

A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".

Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.

No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos".

"Em países asiáticos, os professores possuem um real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.

"Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.


Fonte: BBC Brasil

Droga experimental contra ebola tem 100% de eficácia em testes em animais

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, cujos detalhes foram divulgados na revista +++Nature, disseram que se trata de "um importante passo adiante". Eles agora querem iniciar testes clínicos em pessoas para entender melhor os efeitos da droga.

O ZMapp ainda está em estágio inicial de desenvolvimento. Até agora, não havia dados sobre sua eficácia.

Médicos vêm recorrendo a ele - mesmo sem que ele tenha recebido aprovação para uso em pessoas - pelo fato de o ebola não ter cura. A doença matou mais de 1,5 mil pessoas na atual epidemia, iniciada na Guiné, no oeste da África.

No entanto, mesmo que a eficácia do remédio em humanos seja comprovada, os limitados suprimentos da droga não serão capazes de ajudar as 20 mil pessoas que, segundo estimativas, ainda devem ser infectadas na atual epidemia no oeste da África.

Além disso, sabe-se que duas em cada sete pessoas que já receberam o medicamento acabaram morrendo em decorrência do vírus.

Anticorpos

Pesquisadores têm investigado diferentes combinações de anticorpos como terapia contra a doença.

Combinações prévias obtiveram algum sucesso em estudos com animais. E o ZMapp é o coquetel mais recente, contendo três anticorpos.

Os testes desse coquetel, feitos em 18 macacos infectados com o ebola, mostraram que 100% deles sobreviveram - inclusive animais que receberam a droga até cinco dias após a infecção, ou seja, já em estado avançado da doença e três dias antes de ela se tornar fatal nos animais.

Os cientistas dizem que trata-se de um feito significativo, já que medicamentos prévios só serviam se fossem ingeridos antes mesmo que os sintomas surgissem.

Um dos pesquisadores, Gary Kobinger, da Agência de Saúde Pública do Canadá, disse que esse é um grande avanço em relação a combinações prévias de anticorpos.

"O nível de avanço superou minhas próprias expectativas e me surpreendi com o fato de (o coquetel) resgatar animais até o quinto dia (de infecção); é uma notícia fantástica", diz ele.

No entanto, cientistas costumam ser cautelosos quanto a interpretar implicações para humanos de testes animais.

Um médico liberiano e um padre espanhol morreram de ebola, mesmo sendo tratados com o ZMapp. Em contrapartida, dois médicos americanos que se conseguiram se recuperar também receberam o ZMapp.

O curso da infecção é mais lento em humanos do que nos macacos. Por isso, estima-se que o ZMapp só seja eficaz em humanos se ingerido até o nono ou 11º dia da infecção.

Mas, segundo Kobinger, "sabemos que há um ponto sem volta, em que os órgãos principais do corpo sofrem muitos danos, então há um limite (ao medicamento)".
Testes em humanos

O virólogo britânico Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham, comentou o resultado da pesquisa dizendo que, antes dela, "o ZMapp era um mistério total".

"Trata-se de uma melhora incrível quanto aos coquetéis prévios - 100% de sucesso e, sobretudo, após os primeiros sintomas da infecção", agrega ele.

O professor Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, afirmou nunca ter imaginado, "40 anos após eu ter me deparado com minha primeira epidemia de ebola, que a doença continuaria a provocar mortes em uma escala tão devastadora".

"Esse bom teste em não-humanos oferece a evidência mais convincente até agora de que o ZMapp pode ser um tratamento efetivo às infecções de ebola em humanos", afirma. "É crucial que testes em humanos comecem o mais rápido possível."


Fonte: BBC Brasil

Homenagem marcou nesta 5ª feira (28) o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Uma homenagem à cantora e ativista Vange Leonel, quinta-feira passada (28), às 16 horas, marcou o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. As ministras Ideli Salvatti (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) entregaram flores à mãe e à companheira de Vange, falecida em julho. Em seguida os participantes foram convidados a assistir ao filme Flores Raras, na Caixa Cultural.

O ato é uma parceria entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica foi instituído a partir do Seminário Nacional de Lésbicas, ocorrido em 29 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro, por iniciativa do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ).

Como um dos resultados, a letra L (de "lésbicas") passou a compor a sigla que designa o conjunto de orientações sexuais, a agora consagrada LGBT. Essa inclusão consolidou um dos primeiros compromissos do movimento homossexual para com a pauta das lésbicas.

O Relatório Sobre Violência Homofóbica-Lesbofóbica no Brasil, de 2012, mostra que 37,59% das vítimas que se declararam homossexuais são lésbicas. A violência lesbofóbica, muitas vezes, é invisível e estas mulheres, em sua maior parte, são vítimas de um machismo extremado, manifestado em violências das mais diversas (simbólica, moral, física, institucional, entre outras).

Vange Leonel

A escritora, cantora, compositora, ativista feminista e lésbica Vange Leonel, nascida em São Paulo em 4 de maio de 1963, destacou-se por sua determinação e energia na defesa da liberdade, da igualdade de direitos e da diversidade sexual. Faleceu aos 51 anos no último dia 14 de julho.

Com passado de ativismo com grupos GLS e feministas já nos anos 1980, Vange Leonel assumiu publicamente sua homossexualidade em 1995.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR

Abertas inscrições para trabalhar com voluntário nas Olimpíadas 2016

De acordo com o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, a expectativa é receber 300 mil inscrições até dia 15 de novembro. Depois serão selecionados 70 mil voluntários para trabalhar no Rio de Janeiro e também nas outras cidades que vão sediar partidas de futebol.


Fonte: Agência Brasil

Campanha “No a la Violencia en el Parto ¡Mujer inmigrante: evítala, denúnciala!” acontece em São Paulo

O parto é um momento especial e delicado ao mesmo tempo. Em especial porque não apenas uma, mas duas ou até mais vidas estão em jogo durante o procedimento. Garantir a dignidade ao parto é também garantir dignidade à vida – tanto da mãe quanto de seus filhos.

No entanto, o que se vê no sistema de saúde brasileiro nem sempre corresponde à atenção que o parto merece. Sejam nativas ou imigrantes, muitas mulheres acabam submetidas a atos de violência durante o processo para dar à luz seus filhos. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2012 pela Fundação Perseu Abramo, 25% das brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de abuso ou maus tratos durante a assistência ao parto.

Tais procedimentos inadequados incluem a imposição da cesariana como forma de parto – procedimento mais comum nos hospitais brasileiros, mas que deveria ser adotado somente em casos excepcionais; o uso de recursos controversos para apressar o nascimento da criança, como a Manobra de Kristeller; ou até mesmo o corte vaginal (episiotomia) sem consentimento da mulher.

Para lutar contra situações como essas, o Equipe de Base Warmis está organizando uma campanha na qual convoca mulheres migrantes e nativas a evitar e denunciar tais práticas e violência durante o parto. O lançamento da iniciativa será no próximo dia 14 de setembro, a partir das 15h, na praça Kantuta (em frente à Escola Técnica Federal de São Paulo e tradicional ponto de referência da comunidade boliviana em São Paulo).

No evento estão confirmados: uma tenda do Warmis para falar de temas relacionados à saúde da mulher; outra da ONG Artemis, com orientações jurídicas em relação a violência obstétrica e direitos da gestante e da puérpera (mulher que teve filhos recentemente); e a participação de Tati Cotrim, que trabalha como madrinha de gestantes e as ajuda a elaborar planos de parto – uma ferramenta muito útil (não infalível) para evitar a violência obstétrica. Haverá também apresentação culturais do grupo de folclore paraguaio Acuarela Paraguaya.


Fonte: Catraca Livre

Exploração sexual é tema de debate em 10 capitais do país

Encontros começam dia 5 de setembro em Aracaju (SE). A meta é sensibilizar professores, gestores públicos, líderes comunitários, profissionais ligados ao turismo e demais entidades sobre esse tipo de violência

O Ministério do Turismo (MTur) inaugura, a partir de setembro, a segunda etapa do ciclo de debates que abordam a prevenção e o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. O objetivo é sensibilizar profissionais ligados ao turismo, como empresários de hotéis, bares e restaurantes, entidades ligadas à saúde e demais setores interessados no tema, como estudantes, policiais e educadores.

No primeiro semestre, os encontros foram realizados nas 12 cidades que sediaram os jogos da Copa do Mundo e mobilizaram, diretamente, cerca de duas mil pessoas. Foram distribuídas mais de meio milhão de peças de material publicitário, folhetos e adesivos a bares, hotéis, Centros de Atendimento ao Turista, rodoviárias e aeroportos de todo o Brasil.

As palestras serão gratuitas e vão acontecer em dez cidades: Aracaju (SE), Florianópolis (SC), Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luis (MA), Maceió (AL), Vitória (ES), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belém (PA). Nos encontros, o coordenador-geral de Proteção à Infância do MTur, Adelino Neto, apresenta a campanha Proteja Brasil, que estimula a população a prevenir e denunciar possíveis violações de direitos de menores por meio do Disque 100. A campanha também está na internet, com um aplicativo distribuído gratuitamente pela Google Play ou App Store. Professores, gestores públicos, líderes comunitários e demais entidades que participam do encontro podem ter acesso ao Manual do Multiplicador.

A qualificação profissional das vítimas de exploração sexual é uma das ações do Ministério do Turismo e seus parceiros - Ministério da Saúde, do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Conselho Nacional do Sesi. O Pronatec Copa Social, que trabalha com jovens egressos do programa Vira Vida do SESI, é uma oportunidade de ressocialização aos jovens que sofreram qualquer tipo de violência. O Vira Vida promove a elevação da autoestima e da escolaridade dos jovens para que explorem seu potencial e conquistem autonomia.

Entre janeiro a julho, o canal de denúncias Disque 100 registrou 12.471 casos de violência sexual. Uma parte considerável delas (3.067) refere-se à exploração sexual de crianças e adolescentes. As meninas são as principais vítimas identificadas (46,43%), de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos. As denúncias são encaminhadas para o conselho tutelar, polícia civil ou militar. Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Infância e Juventude avaliam e repassam para o acompanhamento das promotorias de infância.

Agenda das palestras*

05/09 - Aracajú/SE
19/09 - Florianópolis/SC
10/10 - Teresina/PI
17/10 - João Pessoa/PB
31/10 - São Luís/MA
07/11 - Maceió/AL
14/11 - Vitória/ES
19/11 - Brasília/DF
28/11 - Goiânia/GO
06/12 - Belém/PA

*sujeita a alterações


Fonte: Ascom/MT / Alagoas 24 Horas

Copa: denúncias de exploração sexual aumentaram 41%

Dados do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, revelam um aumento no número de denúncias de casos de violações aos direitos de crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo.

Nos dias do mundial, entre 12 de junho e 13 de julho, foram registradas 740 denúncias de exploração sexual, o que representa um aumento de 41,22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Perla Ribeiro, representante da Anced – Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – avalia que as ações de enfrentamento e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes foram iniciadas tardiamente, depois do início das obras de infraestrutura para o mundial.

Além disso, a articulação teria parado após a Copa das Confederações, em 2013, e só retomou no período mais próximo à Copa da Fifa, e de forma bem pontual. "Nossa avaliação é que infelizmente começou de forma tardia. As articualções tiveram uma intesidade, umas melhores do que outras, com relação às próprias secretarias de estado. MAs de forma muito pontual, durante a Copa, em alguns lugares, na Fan Fest", diz Perla.

Reportagem da Agência Brasil e da Radioagência Nacional publicada há um mês já apontava um aumento nacional de 16% das denúncias de violações contra crianças e adolescentes durante a Copa. Antes mesmo do mundial, esse aumento já era previsto e foi tema da reportagem especial Direitos das Crianças no país da Copa, produzida pelas equipes da EBC sob a coordenação da Radioagência Nacional.

A preocupação das organizações em defesa dos direitos da infância e da adolescência não é só com as denúncias, mas com o atendimento às vítimas de violações. De acordo com Cecília Góis, assessora comunitária do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará, o Cedeca, as políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes não avançaram nesse período. "A gente meio que permanece na mesma situação. Ou seja, a Copa não teve um impacto positivo na área do enfrentamento da violência sexual", considera Cecília.

Com o fim da Copa, a atenção se volta para as Olimpíadas, que ocorrerão em 2016, no Rio de Janeiro. A cidade, que também foi palco do Mundial da Fifa, já possui um comitê articulado voltado para a área da infância.

Alexandre Nascimento, integrante do Comitê de Proteção Integral da Criança e do Adolescente para os megaeventos no Rio de Janeiro, destaca que o momento agora é de pensar nas ações para os próximos anos. "A gente nesse momento está justamente realizando um plano de ação para os anos de 2015 e 2016 com a finalidade de aprimorar os mecanismos que foram mobilizados para esse período da Copa", conta Alexandre.

Para as Olimpíadas, a ideia é reforçar as campanhas de mobilização, além de capacitar mais profissionais de educação e melhorar a estrutura de fiscalização e atendimento de casos notificados. Além da exploração sexual, outras violações aos direitos de crianças e adolescentes podem ser denunciadas pelo Disque 100.


Fonte: Agência Brasil

SDH/PR realiza o X Encontro Nacional da Agenda de Convergência e dos Comitês Locais para Proteção Integral dos Direitos da Criança e do Adolescente e da População em Situação de Rua no contexto dos megaeventos

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) realizou, nesta quinta-feira (28), o X Encontro Nacional da Agenda de Convergência e dos Comitês Locais para Proteção Integral dos Direitos da Criança e do Adolescente e da População em Situação de Rua no contexto dos megaeventos. No primeiro dia, o encontro ocorreu no St. Peter Hotel – no segundo dia, na sede da Secretaria em Brasília, no Distrito Federal.

O evento tem por objetivo fazer um balanço final das ações desenvolvidas da Agenda nas doze cidades-sede durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil. Participam da reunião, além da Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Goulart, integrantes dos órgãos parceiros dos governos Federal, estaduais, municipais, distrital e das instituições da sociedade civil.

Na programação, houve a apresentação dos dados do Disque 100 e das ações executadas pelos órgãos federais, estados, municípios e Distrito Federal e pelas instituições da sociedade civil. No segundo dia, houve uma avaliação conjunta das ações, além de deliberações e encaminhamentos para a continuidade das ações da Agenda de Convergência.

Agenda de Convergência Proteja Brasil – Coordenada pela SDH/PR e constituída em 2012, a agenda tem por objetivo promover ações integradas de combate à violação dos direitos da criança e do adolescente e de outros públicos vulneráveis durante os grandes eventos por intermédio de uma rede nacional consolidada por um diálogo permanente entre o poder público, o sistema de justiça, a segurança pública e a sociedade civil.

Serviço

X Encontro Nacional da Agenda de Convergência e dos Comitês Locais
Data: 28 a 29 de agosto de 2014
Horário: Abertura às 09h,
Local: Dia 28 - St. Peter Hotel, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 2, Bloco D, Auditório, Brasília/DF.
Local: Dia 29 - Auditório da SDH, SCS, Bloco B, Quadra 9, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre A, 8º Andar, Brasília/DF.
Acesse aqui a programação.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República

Projeto enfrenta preconceito racial contra populações periféricas com difusão de informação

Com o objetivo de ampliar o reconhecimento das relações entre violências simbólicas e físicas geradas pelo racismo contra a população negra, moradora de favelas e espaços populares no Brasil, o Observatório de Favelas acaba de lançar o projeto Direito à Comunicação e Justiça Racial. A iniciativa vai produzir e difundir conhecimento sobre os níveis de democratização da comunicação no país e como esse direito atua para a superação do preconceito racial.

Segundo o Observatório de Favelas — organização social de pesquisa, consultoria e ação pública dedicada à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as favelas e fenômenos urbanos, criada em 2001, e com sede na favela da Maré, Rio de Janeiro —, historicamente, o espaço urbano apresenta ordem espacial racializada, na qual a população negra predomina em áreas periféricas.

A organização destaca que o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a população brasileira é composta por 47,7% de brancos e 50,7% de negros. Considerando a população das favelas, essa proporção muda radicalmente, sendo 68,3% de negros diante de 30,5% de brancos, ou seja, mais que o dobro.

No Brasil, destaca o Observatório, enquanto a taxa de homicídios contra homens considerados brancos vem caindo ao longo dos últimos anos, contra os considerados negros ocorre o inverso. Entre os primeiros, o índice de homicídios por 100 mil habitantes caiu de 20,6 para 15, entre os anos 2002 e 2010. Para o segundo grupo, entretanto, no mesmo período, os registros de homicídios para 100 mil habitantes subiu de 30 para 35,9 casos. Isto é, em 2010, para cada dois brancos assassinados, 4,6 negros foram vítimas de homicídios.

"O racismo, portanto, opera tentando eliminar física e simbolicamente a população negra. A questão é que, mesmo com dados e análises sobre a questão em relativa profusão, a violência e a injustiça raciais, em geral, sensibilizam pouco a sociedade”, avalia a organização. "Tal constatação motivou a criação desse projeto, que aposta no direito à comunicação — de produzir e difundir narrativas — como forma de romper o círculo de violência simbólica e física do racismo”, explica.

De acordo com o Observatório, a negação da correspondência entre racismo e violências sofridos nas periferias urbanas tem colaborado para legitimar violações de direitos nesses espaços. "Portanto, é necessário romper com essa espécie de ‘sanção’ social da violência racial. E isso depende da produção de representações capazes de reafirmar a condição de sujeitos de direitos dos moradores — em sua maioria negros — das periferias urbanas, por meio de suas próprias vozes”, analisa a entidade.

O trabalho do projeto Direito à Comunicação e Justiça Racial pretende contribuir para a construção e legitimação de políticas públicas de democratização da comunicação e fomentar veículos populares, compondo uma rede de atores e instituições que trabalham com comunicação nas áreas contra-hegemônicas. Pretende também incidir junto à mídia corporativa para difundir conhecimentos e representações das favelas e espaços populares, que contribuam para o enfrentamento do racismo.

SAIBA MAIS

www.observatoriodefavelas.org.br


Fonte: Adital

Violência contra a mulher cresce 20% em um ano

As mulheres continuam sendo as maiores vítimas dos crimes de estupro (82,8%), ameaça (65,9%) e lesão corporal dolosa (63,6%). Foi o que constatou a nona edição do Dossiê Mulher, divulgado na última semana pelo Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o registro, o mesmo acontece em relação aos delitos de tentativa de estupro (90,3%), violação de domicílio (63,5%), supressão de documento (56,8%), calúnia, injúria e difamação (72,3%) e constrangimento ilegal (59,6%). É importante destacar que grande parte desses delitos ocorreu no espaço doméstico ou no âmbito de relações familiares.

O dossiê traz gráficos e dados detalhados, distribuídos por áreas integradas de segurança pública. As cidades de Volta Redonda e Barra Mansa aparecem em 14º lugar no ranking de vítimas de ameaça, com 1.548 registros. No entanto, houve queda na estatística com relação ao ano passado, quando 1.642 casos foram denunciados nos municípios. Entre as 55.218 mulheres vítimas de ameaça em todo o Estado, no ano de 2013, praticamente a metade, 49,6%, foi ameaçada por companheiros ou ex-companheiros, segundo o documento.

O ano de 2013 registrou ainda 88.621 vítimas de lesão corporal dolosa no Estado do Rio de Janeiro. Houve redução de 0,9 % no total de vítimas, frente aos resultados de 2012. Em Barra Mansa e Volta Redonda também houve queda. Foram registrados 1.279 casos: 81 a menos que no ano passado.

O crescimento no total de mulheres vítimas de tentativa de estupro se destaca no dossiê como sendo o maior de todos os anos estudados. Vale considerar que, com a criação da Lei nº 12.015/09 esperava-se a redução nos registros. Foram 169 mulheres vítimas a mais em 2013 em comparação ao ano anterior. As áreas do estado com maior número de mulheres vítimas foram os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, com 59 casos. Barra mansa e Volta Redonda ocupam o 15º lugar no ranking, com 15 registros. Em 2013, a região totalizou, em números absolutos, 101 vítimas de estupros consumados.

No entendimento das autoridades policiais, 37,0% dos casos de tentativa de homicídio de mulheres estão ligados à violência doméstica e familiar. Em Barra Mansa e Volta Redonda, 13 casos foram registrados por tentativa de homicídio e 11 por homicídio doloso, fazendo com que a região ocupasse 15º lugar no ranking da pesquisa. Quanto ao perfil das mulheres vítimas, foi verificado que a maioria é representada pela faixa etária de 25 a 34 anos.

Desde a edição de 2013, o Dossiê Mulher analisa também os crimes de dano, violação de domicílio, supressão de documento, constrangimento ilegal, calúnia, difamação e injúria. O objetivo, segundo os pesquisadores, seria ampliar os dados publicados de acordo com as diferentes formas de violência: física, sexual, patrimonial, psicológica e moral.

Dossiê Mulher

O Instituto de Segurança Pública (ISP) lança anualmente o Dossiê Mulher, visando contribuir com o aumento da visibilidade deste tipo de violência e ressaltando a importância do combate desses delitos para sociedade brasileira. O registro traz informações relativas à violência contra a mulher no Estado do Rio de Janeiro, com base nas ocorrências registradas nas delegacias policiais fluminenses, abordando os principais crimes que milhares de mulheres sofrem cotidianamente.

Serviços especializados de atendimento à mulher cresce 309% em dez anos

Devido ao aumento dos diversos casos de violência contra a mulher, também cresceu o número de serviços especializados no atendimento às vítimas. Em dez anos, o total de atividades especializadas saltou de 332 para 1027. Em Volta Redonda encontram-se a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – DEAM e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Casa da Mulher Berta Lutz (CEAM), além do serviço SOS Mulher Volta Redonda (0800-0230366). Já a cidade de Barra Mansa conta com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Maria Aparecida Roseli Miranda (CEAM) e com o NUAM (Núcleo de Atendimento a Mulher), funcionando dentro da delegacia distrital.


Fonte: A Voz da Cidade

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer continuam fumando

Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente. “Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o médico, apesar da vontade dos pacientes de largar o tabaco, o vício é muito forte. “Quando a gente conversa com esses pacientes, vemos que eles têm vontade, estão motivados, mas, pelo fato de ter um nível alto de dependência da nicotina, não conseguem parar ou reduzir”, contou.

A situação se agrava, de acordo com Fernandes, pelo fato de o cigarro ser uma válvula de escape de grande parte dessas pessoas ao lidar com situações difíceis. “E, muitas vezes, quando a pessoa recebe um diagnóstico como esse, acentua os traços de ansiedade. Com isso, ela acaba não conseguindo largar o cigarro por não conseguir canalizar a ansiedade contra a doença em outra coisa”, explica o médico.

Além de ser um fator que contribui para o surgimento do câncer, Fernandes destaca que o cigarro pode atrapalhar o tratamento. “Alguns tipos de quimioterapia têm menor eficácia quando a pessoa continua fumando e recebendo o tratamento”, enfatiza. Fumar também interfere na cicatrização e recuperação de cirurgias. “Se uma pessoa é submetida a uma cirurgia, parando de fumar ela tem uma cicatrização melhor e um pós-operatório menos complicado”, acrescenta.

Há ainda, segundo o médico, o problema da fragilização do sistema respiratório. “Uma das principais complicações que ocorrem no tratamento de câncer são as infecções respiratórias. E a pessoa que fuma tem chance maior de contrair uma infecção durante o tratamento do câncer”.

Por isso, o Icesp montou uma equipe para apoiar os pacientes que querem deixar o cigarro. “Nós temos uma equipe multiprofissional, composta por psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e médicos, que vai dar um tratamento baseado tanto em medidas comportamentais, quanto em medicações, para tentar diminuir o vício”, detalha Fernandes.

Uma das principais linhas de atuação do grupo é, justamente, ajudar os fumantes a lidar com a ansiedade sem o tabaco. “Ensinar como lidar com as situações de problema, com o stress do dia a dia, sem precisar recorrer ao cigarro, coisa que muitos deles estão acostumados a recorrer desde a adolescência”, explica o médico.


Fonte: Agência Brasil

Uso exagerado das 'telinhas' pode insensibilizar crianças

Pesquisadores do departamento de psicologia observaram 105 alunos de 11 e 12 anos, divididos em dois grupos, e perceberam que depois de cinco dias sem acesso às telas de celulares, tablets ou televisores, eles passaram a identificar emoções muito melhor.

No estudo publicado na revista especializada Computers in Human Behaviour os psicólogos afirmam que o efeito da mídia digital pode ser muito mais danoso que se imagina.

"Muitos olham para os benefícios da mídia digital na educação, mas não há muitos que estudam o custo disso", afirmou uma das autoras da pesquisa, Patricia Greenfield.

"Sensibilidade reduzida diante de sinais emocionais, ou uma certa perda da capacidade de entender as emoções dos outros, é um deles", disse.

Ela diz ainda que a troca da interação interpessoal pela interação via telas parece estar reduzindo o "traquejo social".

Os alunos da rede pública californiana foram separados em dois grupos: 51 passaram cinco dias no Instituto Pali, um acampamento para ciência e natureza cerca de 110km a leste de Los Angeles, enquanto os outros 54 continuaram em sua escola em Los Angeles (eles também passaram cinco dias no acampamento depois do estudo).

O acampamento não permite o uso de equipamentos eletrônicos, o que muitos alunos acharam difícil nos primeiros dias. No entanto, a maioria se adaptou à situação rapidamente.

No início do estudo, ambos os grupos tiveram avaliada a capacidade de reconhecer emoções em outras pessoas através de fotos e vídeos.

Depois de cinco dias no Instituto Pali, os 51 alunos apresentaram uma melhora significativa nesta capacidade.

Já os que continuaram imersos nas "telinhas" não tiveram grande melhora.

"Não se pode aprender a ler sinais não-verbais a partir de uma tela da mesma forma que se aprende na comunicação cara a cara. Sem essa prática, perde-se importantes habilidades sociais", disse outra autora do estudo, Yalda Uhls.

O conselheiro do governo britânico para questões de infância, Reg Bailey, também recentemente criticou o uso excessivo de equipamentos eletrônicos.

Para ele, os pais estão deixando as "telas assumirem o controle" e recomendou que as famílias passassem mais tempo conversando.

Bailey afirmou que as famílias deveriam considerar "refeições sem-telinhas" para estimular o contato pessoal.


Fonte: BBC Brasil

sábado, 30 de agosto de 2014

Prefeitura de Natal cancela novo feriado da Consciência Negra

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, decidiu revogar o decreto que instituía 20 de novembro feriado pelo Dia da Consciência Negra. A decisão foi anunciada após críticas de entidades representativas do comércio e da indústria que alegaram prejuízos com a medida. Agora, a data será tratada apenas como comemorativa, com o serviço público, a indústria e o comércio funcionando normalmente.

O decreto que criava o feriado havia sido publicado na terça-feira (26), mas só ontem as entidades se manifestaram sobre o assunto. Ainda ontem, no início da noite ,o prefeito anunciou a revogação. Por meio da assessoria de comunicação, ele disse considerar inoportuna a criação de mais um feriado.

Polêmica

O Dia da Consciência Negra elevaria para 16 o número de feriados na capital este ano o que, segundo as entidades empresariais, prejudicaria a atividade produtiva. Em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) chegou a chamar a medida de “irresponsabilidade do poder público”.

A entidade lembrou que o ultimo trimestre é o período mais aquecido para o comércio e quando se contrata mais funcionários para as vendas de fim de ano. “Sendo assim, se faz necessários mais dias úteis, e não feriados”, diz a nota, em declaração atribuída ao presidente da CDL, Amauri Fonseca Filho.

Segundo Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN), não é possível quantificar os prejuízos com os feriados durante o ano, mas a adição de mais um prejudicaria o setor.

“Não tem como falar em números, mas é certo que haveria prejuízo. A data antecede um outro feriado (21 de novembro é o dia da Padroeira de Natal), que este ano cai em uma sexta-feira. Teríamos um feriadão, o que faria com que boa parte das pessoas saíssem da capital”, explicou ele. “Lojas de shopping, por exemplo, abrem em feriados e por um período menor. Isso prejudicaria o setor”, completou.

Assim como a Fecomércio, a Federação das Indústrias do RN (Fiern) manifestou apoio às lutas dos negros e destacou a importância das celebrações alusivas à data, mas disse, em nota, que o decreto, se validado, deveria ser feito somente após análises e diálogo junto aos setores atingidos, dentre os quais, as entidades que representam os empreendedores. O texto classificou como inoportuno o decreto, lembrando que o feriado fere o interesse coletivo e compromete a ampliação de postos de trabalho em Natal.

Procurado pelo reportagem, o procurador-geral do município, Carlos Castim, disse que entendia a importância da data, mas que não via como associá-la a um feriado municipal em Natal. Ele lembrou que uma solução seria criar um projeto de Lei que tornasse o feriado apenas uma data comemorativa. “É um procedimento que pode ser tomado por um vereador ou pelo próprio prefeito. É um dia importante, isso não se questiona, mas é algo que pode ser revisto”, disse ele, antes de a prefeitura anunciar a revogação.

No ano passado, a Justiça do Paraná decidiu cancelar o feriado da Consciência Negra, e gerou protestos de integrantes de movimentos sociais. A decisão atendeu a pedido da Associação Comercial do Paraná. Os comerciantes alegavam, à época, que o dia parado traria um prejuízo de R$ 160 milhões para a cidade, de acordo com reportagem do telejornal Bom Dia Brasil.

Em fevereiro, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) estimou que os feriados poderiam acarretar um prejuízo de R$ 299 milhões à indústria do Rio Grande do Norte, R$ 19 milhões a mais que em 2013.




Fonte: Tribuna do Norte

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Médico condenado por estuprar pacientes é preso no Paraguai

O médico Roger Abdelmassih, que estava foragido há 3 anos, foi preso no Paraguai nesta terça-feira. Segundo a Polícia Federal, ele foi preso em Assunção pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai com apoio da PF brasileira.

Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e atentado violento ao pudor contra 39 mulheres. O médico, que é especialista em reprodução assistida, é acusado de atacar as pacientes sedadas.

Segundo a PF, após o procedimento de deportação, o médico entrará no Brasil por Foz do Iguaçu, no Paraná, e depois será transferido para São Paulo.

Abdelmassih estava foragido desde 2011. Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão, mas o médico respondia em liberdade por conta de um habeas corpus.

Em 2011, quando foi renovar seu passapoorte, um novo pedido de prisão foi decretado, mas o réu fugiu.


Fonte: Revista Exame

Médicos não sabem como notificar casos de violência contra mulher

Uma lei obriga hospitais da rede pública e privada notificar casos de violência psicológica, física e sexual contra mulheres, adolescentes, crianças e idosos. Publicada recentemente no Diário Oficial do Município (16/08/14), a lei de número 8.646 ainda falta ser regulamentada. Enquanto isto, a direção de hospitais particulares ainda não tem nenhum planejamento.

Para o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), Raimundo Correia, ainda não há definição de como os hospitais privados agirão, assinalando que “ainda é muito cedo para se pensar como fazer, pois a lei ainda nem foi regulamentada”.

Correia frisou que nos hospitais particulares não são muito comuns ocorrências deste tipo, argumentando que “a maior parte destes pacientes vai para a rede pública. Para nós não é muito frequente, mas de qualquer forma vai implicar”.

O médico aproveitou para falar que existem várias leis pendentes sobre no atendimento de saúde e criticou algumas delas. “Por exemplo, a que determina 15 minutos para atender paciente. Como se vai prever o que vai acontecer? O médico não trabalha em fábrica de automóvel, que se pode determinar o tempo de conserto”, lamentou.

Outra lei também não regulamentada, criticada pelo presidente do Sindhosba, é a que obriga todos os hospitais a colocarem câmeras nos quartos dos pacientes. “Isto é uma coisa terrível, atinge a privacidade do paciente, como ele vai se portar no seu quarto durante 24 horas? São coisas feitas por pessoas que nunca vivenciaram como é o dia a dia em um hospital”, desabafou.


Fonte: Tribuna da Bahia

Filme revela a precariedade dos métodos de ensino no Brasil

O documentário "Quando sinto que já sei” aborda a realidade do sistema educacional brasileiro. Depoimentos de pedagogos, professores, filósofos pais e das próprias crianças criticam a metodologia de ensino brasileiro atual e relatam que a educação precisa desenvolver mais o senso crítico do aluno.

De acordo com o filme, o sistema educacional brasileiro é comparado a um sistema industrial, tudo é reproduzido em série, sem espaços para contestação ou mudança. O pensamento é imposto pelo professor, não contestado pelo aluno e não são oferecidas condições para o pleno desenvolvimento do senso crítico dos estudantes.

O documentário é bastante contundente nas críticas sobre a metodologia de ensino brasileira: cadeiras enfileiradas, alunos imóveis, o professor à frente da classe apenas despejando um saber sem contestações ou interações das crianças e adolescentes são as características do ensino que permeiam o debate entre os novos educadores e pais contestadores do ensino nos moldes atuais.

Os depoimentos de crianças que trocaram de escolas por não se sentirem alunos e sim apenas meros robôs impressiona. Os depoimentos relatam que as crianças defendem sua participação mais ativa e crítica em sala de aula e destacam que o professor é muito importante para o processo de ensino, porém o ele deve deixar de ser apenas um mero transmissor de informações, deve ser um receptor e permitir que haja mais interação com os alunos.

O filme proporciona um debate sobre a estrutura arcaica a qual o Brasil ainda insiste em reproduzir para milhares de crianças e adolescentes, seja na rede publica quanto na particular. A obra defende que é preciso que os métodos de ensino sejam repensados para atingir um patamar de qualidade.

Acesse o perfil social:

https://www.facebook.com/QuandoSintoQueJaSei

Para assistir ao documentário acesse:



Ficha técnica:

Título: Quando sinto que já sei
Roteiro: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima
Duração: 1h18 min
Produção: Despertar Filmes
País: Brasil


Fonte: Adital

Países latino-americanos precisam progredir em governabilidade, aponta estudo

O Índice de Progresso Global (IPS) 2014, da Social Progress Imperative, revela que a maioria dos países da América Latina e do Caribe "supera expectativas” por seu bom desempenho em progresso social advindo da força econômica relativa. Apesar desse índice positivo, os países da região ainda precisam progredir, consideravelmente, no quesito ‘governabilidade’, sendo necessário promover estratégias cidadãs que busquem fechar as brechas entre o acesso e o exercício do poder, assim como a brecha entre a implementação e a efetividade das instituições públicas.

A governabilidade se destaca como uma condição essencial para o desenvolvimento, com destaque para as instituições políticas que, nos países da América Latina e Caribe, desempenham um importante papel para o bem estar econômico dos/as cidadãos/ãs. Em sua análise sobre o resultado do IPS 2014, a Fundação Avina destaca que, por mais paradoxal que pareça, é possível ter democracias políticas com baixa governabilidade e também regimes com credenciais democráticas duvidosas, mas com um alto nível e qualidade de governabilidade.

A América Latina apresenta exemplos dessas possibilidades e situações controversas, pois é "uma região onde as instituições democráticas estão enraizadas, mas onde a desigualdade se nega a ser desterrada e onde se desatou uma verdadeira onda de violência criminosa de múltiplos tipos”.

Na região, existem governos democraticamente eleitos que, uma vez no poder, exerceriam a autoridade a seu capricho e demonstrariam enormes dificuldades para cumprirem, satisfatoriamente, com suas funções básicas. De forma que não existe apenas uma lacuna entre o acesso e a forma de exercer, mas também entre as formas institucionais e seu funcionamento real ou a capacidade de implementarem suas decisões e políticas.

A Fundação Avina aponta que um estudo publicado pelo Overseas Development Institute (ODI)detectou que o/a cidadão/ã contempla a governabilidade quando pensa em sua vida cotidiana, no entanto, sua preocupação central não está nos eixos clássicos de transparência e prestação de contas, mas na capacidade do Estado de gerar governos efetivos na provisão de bens públicos e serviços de qualidade. No mesmo sentido, uma pesquisa realizada pelas Nações Unidas (My World), com mais de 3 milhões de pessoas de 194 países, descobriu que, após educação, saúde e emprego, a qualidade dos governos aparece como aspecto de alta prioridade. Ou seja, o/a cidadão/ã percebe que esse componente da governabilidade é fundamental para seu bem-estar e progresso social.

O IPS argumenta que o crescimento econômico nem sempre conduz ou implica em progresso social. A partir daí Fundação Avina interpreta que nem todos os componentes da governabilidade têm o mesmo peso para produzirem progresso social. "Ainda que os componentes clássicos da boa governabilidade sejam relevantes para o desenvolvimento, o maior peso está na capacidade estatal e em governos eficientes”, avalia.

Por exemplo, com exceção da Venezuela e da República Dominicana, os países que contam com uma importante capacidade estatal conseguem alcançar níveis de progresso social acima da média da região. Destacam-se, sobretudo, os casos do Chile, Costa Rica e Uruguai. Por outro lado, alguns países com níveis de capacidade estatal baixos, como Peru, México e Jamaica, conquistaram valores de progresso social acima da média, parecendo debilitar o nível de correspondência entre ambas as variáveis.

No entanto, quando é colocada em evidência a dimensão "Segurança Pessoal”, os três países que distorcem a correspondência caem abaixo da média e/ou não alcançam valores suficientemente altos para serem considerados satisfatórios. Chile, Uruguai e Costa Rica seguem apresentando bons resultados, mas Venezuela e República Dominicana obtêm os valores mais baixos da região para esse aspecto.

O Índice de Progresso Social, que qualifica 132 países com base em seu desempenho social e ambiental, foi criado por uma equipe dirigida pelo professor Michael E. Porter, da Escola de Negócios de Harvard, nos EUA, e foi pensado como um complemento do Produto Interno Bruto (PIB) e de outros indicadores econômicos para oferecer um enfoque integral do desempenho geral dos países.


Fonte: Fundação Avina / Adital

Suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas completa 60 anos

“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. A frase, uma das mais célebres passagens da história política brasileira, encerra a carta-testamento deixada por Getúlio Vargas. Há 60 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente tirou a própria vida em meio à pior crise enfrentada em seus anos de atuação política.

Uma reunião com os ministros no Palácio do Catete varou a madrugada e decidiu que Getúlio se afastaria do governo por três meses para dar lugar ao vice, Café Filho. Após o fim da discussão, já com o dia claro, o político se recolheu ao seu aposento. Por volta das 8h35, o barulho de um tiro ecoou pelo palácio. Seu filho Lutero correu para o quarto, seguido pela esposa de Vargas, Darcy, e a filha Alzira.

"Getúlio estava deitado, com meio corpo para fora da cama. No pijama listrado, em um buraco chamuscado de pólvora um pouco abaixo e à direita do monograma GV, bem à altura do coração, borbulhava uma mancha vermelha de sangue. O revólver Colt calibre 32, com cabo de madrepérola, estava caído próximo à sua mão direita". É assim que o biógrafo Lira Neto descreve o cenário da morte de Vargas no terceiro volume da série Getúlio.

A carta-testamento de Getúlio Vargas, que seria lida durante aquele dia pelas rádios em todo o território nacional, foi encontrada em um envelope, encostada ao abajur da mesinha da cabeceira da cama do então presidente. Nos apontamentos do biógrafo, o texto, originalmente esboçado por Getúlio, teve sua versão final passada na máquina de escrever pelas mãos de um amigo, José Soares Maciel Filho, já que o ex-presidente não sabia datilografar. O rascunho da carta havia sido encontrado no dia 13 de agosto pelo major-aviador Hernani Fittipaldi, um dos ajudantes de ordem de Getúlio, enquanto arrumava a mesa do presidente.

Assustado com o conteúdo do manuscrito, ele entregou o papel à Alzira, que questionou o pai. “Não é o que estás pensando, minha filha. Não te preocupes, foi um desabafo”, se esquivou Vargas. Essa porém não foi a primeira vez que Getúlio fez menção ao suicídio. Em suas anotações pessoais, ele já havia cogitado tirar a vida em outros momentos de sua jornada política.

A primeira delas foi quando chegou ao poder em 1930. Naquela data, enquanto se encaminhava para a sede do governo, se disse disposto a não retornar com vida ao Rio Grande do Sul caso não obtivesse sucesso na empreitada. Era a primeira anotação pessoal que fazia no diário que carregou para o resto da vida. Lira Neto considera que a diferença em 1954 é que Getúlio se viu encurralado e não conseguiu contornar a crise, como das outras vezes.

Depois de chegar ao poder na liderança do movimento que ficou conhecido como Revolução de 1930, o político gaúcho Getúlio Dornelles Vargas exerceu o governo no país de forma ininterrupta até 1945. De 1930 a 1934 ele foi chefe do governo provisório. Em 1934 foi eleito presidente da República pela Assembleia Nacional Constituinte e exerceu o Governo Constitucional até 1937, quando, por meio de um golpe, instaurou a ditadura do Estado Novo, que durou até 1945. Retirado do comando do país por um golpe militar, se recolheu à cidade natal, São Borja (RS), de onde articulou a volta ao poder pela via democrática nas eleições presidenciais de 1950, cujo mandato não conseguiu completar.


Fonte: Agência Brasil

Brancos e negros ainda vivem separados nos EUA?

"Não estaremos satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for apenas de um gueto menor para um maior", disse.

Luther King havia se tornado naquele momento um baluarte dos direitos civis dos Estados Unidos, uma voz poderosa que clamava por um país onde não existiriam divisões raciais.

Cinco décadas depois, os Estados Unidos mudaram e a distância que separa os negros dos brancos diminuiu.

Mas as tensões raciais permanecem subjacentes, à espera de episódios como o ocorrido em Ferguson para voltar à tona.

Subúrbio pobre do Estado americano do Missouri, Ferguson foi palco da morte de Michael Brown, de 18 anos, por um policial branco na semana passada. O jovem estaria desarmado.

A morte de Brown causou revolta e desencadeou uma onda de protestos, à luz da polarização racial ainda existente no país.

Na terça-feira, um segundo jovem negro foi morto, adicionando maior comoção à reação popular.

Alta segregação

Mas, há três décadas, Ferguson era um lugar de maioria branca. Em 1980, segundo dados do Censo americano, 85% de seus habitantes declaravam-se brancos.

Mas progressivamente os brancos de Ferguson foram deixando a cidade e hoje a proporção racial da população se inverteu: de seus 21 mil habitantes, 15 mil são negros.

Ferguson não é um caso isolado nos Estados Unidos e, à medida que mais negros deixam as cidades para se estabelecer nos subúrbios, é comum ver bairros ou mesmo cidades americanas onde eles têm um peso importante no contexto populacional.

"Tem havido uma 'suburbanização' da população negra e muitos subúrbios que eram comunidades predominantemente brancas agora são mistas ou negras", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Reynolds Farley, especialista em demografia da Universidade de Michigan.

Um estudo de 2011 da Universidade de Brown, em Rhode Island, analisou a composição média dos bairros americanos e constatou que o "branco típico" do país vive em um bairro onde 75% da população é branca e 8% é negra.

Já o típico negro, por sua vez, vive em um bairro onde 45% pertencem à sua raça e 35% são brancos.

Uma das conclusões do estudo, chamado A persistência da segregação na metrópole, é que negros e brancos têm relativamente poucos vizinhos de outra raça em seus próprios bairros.

"A segregação entre negros e brancos permanece ainda muito elevada", diz o estudo. O documento mostra, no entanto, que a distância entre as raças vem diminuindo lentamente desde os anos 70.

Duas das razões para esse declínio são os movimentos migratórios da população negra para áreas menos segregadas do país ou para os subúrbios.

Na mesma pesquisa, fica claro que San Luis, a maior cidade de Ferguson, se situava em 2010 como uma das áreas metropolitanas mais segregadas dos Estados Unidos.
Outro lado

Mas um levantamento demográfico feito pelo Instituto Manhattan de Pesquisa Política, uma entidade conservadora sediada em Nova York, diz o contrário.

O estudo concluiu que as cidades nos Estados Unidos atingiram o seu mais alto nível de integração racial desde 1910: os bairros totalmente brancos praticamente desapareceram e os chamados "guetos" estão em declínio.

"Em 2010, a segregação racial estava em seu nível mais baixo em quase um século", diz o estudo. "Há 50 anos, quase metade da população negra vivia no que poderia ser chamado de um bairro "gueto", com uma proporção de 80% afro-americanos. Hoje, essa proporção caiu para 20%".

Na época de sua publicação, o relatório provocou a ira de especialistas no assunto. Segundo eles, a segregação não foi erradicada nos Estados Unidos.

Para Farley, o estudo "superestimou a integração" que teria ocorrido nos Estados Unidos.

Um dos autores da pesquisa, Jacob Vigdor, que agora leciona na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, esclareceu à BBC Mundo que não disse que "os (bairros) deixaram de ser segregados; apenas afirmamos que o país registrou a maior integração racial desde 1910".

Vigdor acrescentou que a redução da segregação reflete tendências que não são observadas em subúrbios localizados próximos das cidades, mas sim naqueles mais distantes ou nas próprias periferias da metrópole.

Ele enfatizou que, em relação às últimas décadas, o país mudou.

"Dois terços da população de Ferguson é negra", diz ele.

"Há 40 anos, não havia uma comunidade sequer nos Estados Unidos que registrava tal proporção. Ou havia 5% de negros ou mais de 90% de negros".

Já Reynolds Farley, da Universidade de Michigan, acredita que, apesar dos progressos consideráveis em algumas áreas, ainda existem muitos desafios para que o sonho de Martin Luther King se concretize.

"Quando pessoas pobres de um determinado grupo racial se concentram em uma área, há uma falta de oportunidades e há maior relutância em investir nessas áreas."

"Há efeitos remanescentes da segregação residencial-racial", conclui.


Fonte: BBC Brasil

Conade discute balanço de acessibilidade na Copa do Mundo, aeroportos e eleições

Integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoas com Deficiência – Conade realizaram nesta quinta-feira (21) um balanço sobre as medidas e avanços em acessibilidade nas arenas da Copa do Mundo, aeroportos e para as eleições. O encontro conta com cerca de 50 participantes entre conselheiros e convidados, com duração de dois dias, no auditório do 10º andar, do edifício sede daSecretaria de Direitos Humanos da Presidência da República(SDH/PR), em Brasília.

Sobre a Copa do Mundo, o assistente técnico da Assessoria Extraordinária de Coordenação dos Grandes Eventos Esportivos do Ministério dos Esportes, Marcos Ebenezer, esclareceu que a operacionalização da acessibilidade nos estádios foi uma atribuição da FIFA e do voluntariado organizado pela entidade. “O Ministério dos Esportes cumpriu um papel de fiscalização e intervenções, mas mesmo com alguns problemas detectados em duas arenas, avaliamos essa operação como boa, haja vista que não tínhamos no país esse modelo de governança e atuação. É um legado que temos vamos melhorar tendo em vista a realização da Olimpíada e da Paralimpíada”.

Sobre o número de pessoas com deficiência nos estádios, a quantidade chegou próximo de atingir a meta de 1%. Dos 2,3 milhões de ingressos vendidos, 20.644 (0,9%) foram para pessoas com deficiência, sendo que sedes como o Fortaleza e Rio de Janeiro superaram a meta com 1,8% e 1,3%, respectivamente. Além dos estádios e do evento, foram investidos R$ 14,1 bi em projetos que envolveram melhoria da acessibilidade, sendo R$ 7,9 bi em mobilidade urbana e R$ 6,2 bi em aeroportos.

Sistema inovador nos aeroportos de Palmas e Porto Alegre

O Superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Rodrigues Goulart, apresentou as medidas da empresa pública pela acessibilidade nos aeroportos, com ênfase na adoção do sistema ELO. Já em funcionamento nos aeroportos de Palmas e no Terminal 2 de Porto Alegre, é um sistema de conectores climatizados no nível do solo que fazem a conexão entre salas de embarque e aeronaves.

A grande vantagem do ELO em relação aos tradicionais “fingers” é o seu conceito de desenho universal, que permite o embarque das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida pelo mesmo caminho que os demais passageiros. A inovação porém, está na parte chamada Mamute, que conecta os corredores aos aviões a partir de um elevador e uma escada lado a lado.

“A implantação do sistema ELO em Palmas nos mostrou que há muitas pessoas nas aeronaves que podem ser melhor atendidas quando o recurso de acessibilidade está disponível”, afirmou Goulart. De fevereiro a junho de 2014, foram 294 mil embarques e desembarques, dos quais 344 cadeirantes e outros 2322 passageiros com alguma dificuldade de mobilidade utilizaram o elevador. Número considerado acima do previsto. Londrina e Joinville serão os próximos aeroportos a ter o sistema.

Eleições 2014 - Com a possibilidade de atualizar o cadastro de eleitores a cada pleito, a Justiça Eleitoral aumentou o número das chamadas sessões especiais de 17,9 mil para 32,2 mil, de acordo com as diretrizes da Resolução no 23.381/2012, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que instituiu o Programa de Acessibilidade Destinado ao Eleitor com Deficiência ou com Mobilidade Reduzida.

Para além das sessões, o secretário de Gestão de Informação do TSE, Geraldo Campetti Sobrinho, relacionou medidas como a acessibilidade em sites, sistemas eleitorais de acordo com a lei de acesso à informação, como resultados da organização e do planejamento da Justiça Eleitoral em torno do tema. “Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) possuem uma equipe multidisciplinar para elaborar e executar o planejamento estratégico, já o TSE possui uma comissão que acompanha e monitora o que foi previsto no planejamento”.

O coordenador de Acessibilidade da SDH/PR, Sérgio Nascimento, lembrou que algumas reivindicações da secretaria em conjunto com o Conade, foram adotadas para as eleições de 2014. “Pedimos a presença de legendas e da janela com intérpretes de LIBRAS nos debates televisionados, e foi interessante ver na transmissão dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro o sucesso da intérprete, que chegou a ganhar declarações de voto e memes nas redes sociais. O coordenador também destacou a confecção de materiais de campanha em Braille pelo comitês de campanha.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR

Menos de 1% das agressões contra mulheres rendem condenações

A lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou oito anos de implantação no último dia 7. Em Teresina, um ano após a criação da legislação, foram iniciadas as primeiras ações em rede para prevenir, fiscalizar e reprimir a violência contra a mulher. Oito anos depois, dos cinco mil processos gerados a partir da aplicação da Lei, somente 30 resultaram em condenações, o que representa 0,6% do total.

Todo o contexto da violência contra a mulher esbarra, inicialmente, na dificuldade de fazer com que as vítimas denunciem as agressões que sofrem. Os motivos são muitos, variados e colaboram para que a violência, física e psicológica, persista até que se transforme em um caso de homicídio.

O promotor Francisco de Jesus, responsável pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Familiar e Doméstica (Nupevid), destaca que a questão é delicada, mas, na maioria das vezes, fica travada quando chega no juizado da mulher. Para ele, isso é um problema que desestimula as mulheres para que busquem fazer as denúncias.

“Nós sabemos que há muitos processos, para a promotoria também chegam muitos, mas é preciso buscar agilidade. A mulher que faz a denúncia não tem como saber que o promotor não julga. É preciso que se entenda que esse trabalho só funciona se tudo acontecer em rede, de forma integrada. Eu não posso estimular essa mulher a buscar a delegacia para prestar queixa se isso não vai ser transformado em denúncia, nem julgado”, destaca o promotor.

O juiz de Direito do Juizado da Lei Maria da Penha, José Olindo Gil Barbosa, destaca que há muitas questões envolvidas nesteresultado quanto ao número de condenações. Segundo ele, grande parte dos processos refere-se à determinação de medidas protetivas, que visam manter a vítima a salvo do agressor. Outro ponto destacado pelo juiz é o grande índice de desistência por parte das mulheres quando participam das primeiras audiências.

“Eu diria que 80% das mulheres que chegam ao juizado desistem de manter a queixa. Isso porque os processos referem-se à ameaça e difamação. Quando se trata de casos de agressão, ela não pode retirar a queixa, a própria Lei Maria da Penha determina isso. Então, não há com haver grandes índices de condenação, porque muitos casos sequer chegam ao julgamento”, relata o juiz.


Fonte: Portal O Dia

Aumento de serviços tem mudado perspectiva sobre violência contra a mulher

Maria se separou do marido há oito meses. Mesmo assim, continua a sofrer ameaças do agora ex-marido que a persegue em seu ambiente de trabalho. Ela teme que isso afete seu desempenho e atrapalhe a criação dos seus filhos. Depois de tantos problemas, resolveu recorrer à Delegacia da Mulher de Brasília para denunciar o fato.

“Preciso que ele se afaste e dê paz, sossego para viver bem com minhas meninas. Antes as mulheres ficavam com medo, hoje elas já tão mais soltas, então acho que precisa denunciar mesmo”, defende Dolores Silva*.

A delegacia é parte da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, formada por um conjunto de ações e serviços, com objetivo de identificar e encaminhar essas vítimas em situação de violência. Em 10 anos (2003 – 2013), o número de serviços subiu 309%.

Hoje são 231 Centro Especializados de Atendimento às Mulheres, 78 Casa Abrigo, 45 unidades de Núcleos de Atendimento Especializado da Defensoria Pública, 500 Delegacias de Atendimento a Mulher/Núcleos, 100 Juizados, Varas Especializadas e Varas Adaptadas e 46 unidades de Núcleos de Ministérios Públicos Estaduais Especializados em Violência/Promotorias Especializadas.

Um dos marcos para a mudança na atenção à mulher foi a sanção da Lei Maria da Penha, que acaba de completar oito anos. Para a Eleonora Menicucci, Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a criação desse mecanismo legal em 2006 representou um “golpe” no patriarcado brasileiro. Outro destaque foi a recente campanha sobre o Ligue 180, parte do programa “Mulher, Viver sem Violência” lançado em 2013.

Segundo a SPM, desde a criação da Maria da Penha – a lei completou oito anos recentemente -, foram emitidas 370 mil medidas protetivas, que impõe o afastamento do agressor da mulher ameaçada.

Depois da campanha nacional Violência Contra a mulher – Eu ligo, realizada em junho deste ano e com a conversão do Ligue 180 em disque-denúncia, o número médio de ligações diárias foi de 12 mil para 20 mil por dia. Para a ministra, isso mostra que passamos por uma mudança cultural.

“[Dizem] que em briga de marido e mulher não se mete a colher de pau. Se mete, sim! (…) Eu acredito que a sociedade brasileira está em um processo de mudança cultural em relação à questão da violência. É absolutamente lamentável conviver com a violência contra as mulheres pelo fato de serem mulheres. (…) como é um valor, uma cultura patriarcal, é muito importante que seja quebrada (…) a sociedade tem que perceber isso. E está percebendo e está mudando”, defendeu Menicucci.

Para a ministra, com a aprovação da Lei Maria da Penha, o governo federal passou a ter a responsabilidade de implementação. E com o programa Mulher Viver sem Violência ocorre uma grande mudança. Parcerias entre governo federal, estaduais e os órgãos da Justiça, tornaram possível distribuir melhor as políticas voltadas para o sexo feminino.

“Representa a implementação definitiva de uma política de Estado de enfrentamento de violência contra as mulheres”, explicou.

De acordo com a assistente social, Eloisa de Oliveira Alves, que trabalha no Centro de Referência de Atendimento à Mulher do Distrito Federal, a dependência emocional e econômica que muitas mulheres têm frente a seus parceiros continua sendo um dos principais problemas. Apesar disso, ela observa que nos últimos anos houve um empoderamento das mulheres o que gerou mais consciência e coragem para denunciar.

“As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar os parceiros. Por quê? Porque quando o Estado realmente pega para si a situação, a responsabilidade, que hoje é uma questão de direitos humanos, e as mulheres precisam realmente ser amparadas pelo Estado com políticas sérias, efetivas, então eu vejo que realmente está tendo outro encaminhamento. É uma questão pública a violência contra a mulher. Tem que ser levado ao espaço público, não é mais privado”, disse.


Fonte: Planeta Osasco

Salário mais alto causa até separação; mulheres devem ter jogo de cintura

A rápida ascensão das mulheres no mercado de trabalho ainda é vista com ressalvas por boa parte dos brasileiros, sobretudo se elas ganharem mais que os maridos. É dentro de casa e entre os familiares que o desconforto — e, em vários casos, preconceito — torna-se mais evidente. Para muitos homens, conviver com uma companheira de sucesso é uma afronta, uma ameaça à virilidade daqueles que foram criados para serem os provedores da casa.

Há situações em que a dificuldade para a aceitação é tamanha que casamentos até então embalados pelo clima de felicidade acabam. Quando os maridos se mostram compreensivos, são os familiares que atormentam as profissionais bem-sucedidas, a ponto delas ouvirem questionamentos do tipo: “Como pode sustentar aquele vagabundo?”. Essa situação se agrava no Distrito Federal e no Amapá, onde segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o salário médio das mulheres é maior do que o dos homens.

A médica Suzane Coimbra, 35 anos, não esconde os traumas das cobranças. No início, quando montou seu consultório, só recebia elogios do marido, Marcos, 37, vendedor de produtos farmacêuticos. “Ele sempre ressaltava a minha força de vontade, o meu empenho em melhorar”, conta. À medida, porém, que a clientela de Suzane foi aumentando, e ela assumindo a maior parte das despesas de casa, o marido começou a ficar ressabiado.

O quadro piorou quando Marcos perdeu o emprego e foi obrigado a se recolocar em outra companhia ganhando menos. “Daí em diante, foi um inferno. Ele se sentiu humilhado e passou a me tratar com ironias e desrespeito. Para piorar, meus pais e meus irmãos passaram a ver a nossa relação como problemática e a classificar Marcos como aproveitador, que não parava em emprego nenhum, porque tinha uma mulher que o sustentava”, relembra Suzane.

Mais informações no jornal citado na fonte.


Fonte: Correio Braziliense

domingo, 24 de agosto de 2014

Organizações pedem fim das detenções e deportações de menores migrantes

Organizações, coletivos, redes e movimentos sociais de dentro e fora do México estão intensificando uma campanha em defesa das crianças e adolescentes migrantes que, todos os dias, tentam cruzar a fronteira e ingressar nos Estados Unidos. A intenção é conseguir que o governo mexicano e os governos dos países centro-americanos - de onde saem esses menores – juntamente com as autoridades estadunidenses, coloquem fim às deportações, privações de liberdade e à criminalização dos pequenos refugiados.

Do final de 2013 até a metade de 2014, pelos menos 52 mil crianças e adolescentes foram detidos enquanto seguiam rumo aos Estados Unidos. Desse total, 16 mil eram hondurenhos, 13 mil guatemaltecos, 12 mil mexicanos e quase 11 mil salvadorenhos. No caso do México, o secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio Chong, confirmou a cifra de 12.400 menores e acrescentou que mais da metade, 7.600, se encontravam desacompanhados.

Essas crianças e adolescentes, muitas vezes vistos como uma ameaça para o país de destino, na verdade, seriam vítimas de violência, de perseguições por parte de grupos criminosos, da pobreza e da falta de oportunidades imperante em seus países. Ou seja, o fenômeno deve ser entendido como uma migração forçada. Em outros casos, as crianças e adolescentes buscam reencontrar seus familiares, que fizeram, com sucesso, a travessia para os Estados Unidos.

A crescente migração aliada às medidas controversas de detenção, criminalização e deportação adotadas tanto pelos países de origem como de destino estão gerando uma intensa crise humanitária e vitimizando ainda mais os menores migrantes.

Em comunicado, as mais de 100 organizações solidárias à causa demonstram preocupação com a falta de sensibilidade, a indiferença e a apatia que persistem ante o bem estar da população infantil migrante. E fazem um apelo no sentido de que, ao invés de criminalizarem essa migração, as nações centro-americanas, o México e os Estados Unidos possam gerar condições para que as crianças e adolescentes tenham oportunidades de desenvolvimento, de modo que a migração não seja forçada, mas sim voluntária e praticada de forma digna.

"A crise humanitária, hoje representada por esses milhares de meninos, meninas e adolescentes migrantes e refugiados, é resultado das ações que seus Estados executaram sem compromisso real com sua população, fruto de políticas econômicas e sociais sem benefício para as comunidades. A esses menores está sendo negada a oportunidade de poderem se desenvolver integralmente e levarem adiante uma vida digna, livre de violência”, denuncia o comunicado. La crisis humanitaria que hoy representan estos miles de niñas, niños y adolescentes migrantes y refugiados es resultado de las acciones que sus Estados han ejecutado sin compromiso real con su población producto de políticas económicas y sociales sin beneficio para las comunidades. A estas niñas, niños y adolescentes se les están negando las oportunidades para poder desarrollarse íntegramente que les permita llevar a cabo una vida digna libre de violencia.

Diante da situação de crise humanitária, as organizações que assinam o documento demandam pontos específicos. O primeiro é o fim das deportações, detenções e criminalização das crianças e adolescentes migrantes e refugiados. Pedem ainda que as instituições competentes cumpram seu trabalho de atenção e cuidado, privilegiando o interesse superior dos menores, com medidas alternativas nos ambientes familiares e comunitários, estimulando seu desenvolvimento integral e protegendo sua dignidade.

Outra medida necessária é a realização de uma mesa de diálogo com todos os atores envolvidos, que permita a construção de políticas públicas e ações imediatas para a construção de políticas públicas e ações imediatas, no sentido de atender, nos lugares de origem, trânsito e destino, a todos e todas as crianças e adolescentes migrantes.

Por fim, demandam que os menores sejam reconhecidos como refugiados e refugidas e recebam proteção internacional pelos Estados, nos casos particulares de menores não acompanhados, de acordo com o estabelecido no México pela Lei de Migração (artigos 52 e 74) e pela Lei de Refúgio e Proteção Complementar (artigo 4º).


Fonte: Adital

Acadêmicos lançam Comitê contra Criminalização dos Movimentos Sociais

Por meio da sustentação de uma história construída pela luta por liberdade e autonomia e contra o autoritarismo, e exercendo grande papel de liderança política entre os setores intelectuais do Brasil, marcadamente durante a ditadura civil e militar no país (1964-1985), a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) estaria passando, nos últimos anos, por forte crise ideológica, estreitando portas para o debate político e sua tradicional postura propositiva. Para discutir e se contrapor a esse caminho, a Associação dos Professores da PUC-SP (APROPUC) lança nesta quinta-feira, 21 de agosto, o Comitê Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais.

Durante o lançamento, Dia Nacional de Luta Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, acontece um ato público, organizado por estudantes, professores e funcionários da universidade, que contará com a participação de sindicatos, movimentos, pastorais e grupos políticos. O Comitê pretende articular a luta contra a repressão e em defesa das liberdades democráticas dentro e fora da universidade.

Recentemente, a Reitoria da PUC-SP, abriu um processo administrativo contra três professores titulares do curso de Filosofia — Peter Pál Pelbart, Yolanda Glória Muñoz e Jonnefer Barbosa —, por haverem, supostamente, convidado o dramaturgo José Celso Martinez para uma apresentação artística durante greve realizada na universidade, em novembro de 2012. Nessa ocasião, o diretor de teatro, líder do Teatro Oficina e conhecido por protagonizar encenações orgiásticas e antropofágicas de forte caráter provocador aos padrões conservadores, realizou uma apresentação no local.

A performance protagonizada por Zé Celso, que é ex-aluno da PUC-SP, ocorreu no Pátio da Cruz, local simbólico do espaço acadêmico, utilizando um boneco de três metros de altura representando um padre. O sacerdote, que dizia "querer a PUC”, teve partes do corpo mutiladas até perder a cabeça. Foi representado morrendo e escutando a seguinte frase: "O senhor também não pode querer ter tudo. Muito menos a PUC”. A encenação reuniu cerca de 200 pessoas no local e gerou repercussão nacional.

A reitora da universidade, professora Anna Cintra, também foi citada pelo artista, que iniciou o espetáculo com frases provocativas como "Fora Anna Cintra!”. A comunidade acadêmica protestava contra a decisão da Igreja Católica, representada pelo cardeal arcebispo Dom Odilo Scherer, que escolheu Cintra para a Reitoria da universidade católica. Ela era a terceira colocada na eleição e sua escolha rompeu a tradição da PUC-SP de eleger o primeiro da lista consultada, provocando a greve estudantil, que considerava a escolha ilegítima e pedia que Cintra declinasse do cargo.

Reação conquistou recuo da Reitoria

No último dia 14 de agosto, a Reitoria acabou recuando da investigação dos professores, após intensa reação e mobilização da comunidade acadêmica e demais setores intelectuais, arquivando o caso. Dois abaixo-assinados circularam pela Internet, reunindo adesões de intelectuais do Brasil e outras partes do mundo em solidariedade aos docentes. Um dos documentos foi encabeçado por estudantes da PUC-SP e outro por estudiosos e políticos, como o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, os filósofos Marilena Chauí e Antônio Negri, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, o músico José Miguel Wisnik e a psicanalista Maria Rita Khel.

O estudante da PUC-SP Murilo Magalhães, membro do Centro Acadêmico do curso e do Comitê, relembra que a universidade foi a primeira instituição de ensino brasileira a realizar eleições diretas para escolha de seu reitor, no início dos anos 1980, elegendo, por voto direto dos estudantes, a professora Nadir Kfouri, além de abrigar professores engajados nas lutas sociais, demitidos de universidades públicas durante o Regime Militar, como o pedagogo Paulo Freire.

"Hoje, não toma o mesmo rumo. Passa por uma crise financeira e promove a mercantilização do ensino. Mas existe aqui dentro um movimento estudantil e dos professores que resiste a esse projeto”, afirma Magalhães, em entrevista à Adital. "Nesse momento, é fundamental se unificar a todo o movimento social. O que a Reitoria faz na PUC é o mesmo que o Estado faz com os protestos de rua: responde com repressão”, avalia o estudante.

Presenças confirmadas

Estão confirmadas para o ato público as seguintes presenças: Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sindicato dos Advogados de São Paulo, Comissão Estadual da Verdade SP, Associação de Professores da PUC-SP, Centros Acadêmicos da PUC-SP, Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE-Livre da USP), Pastoral Operária, Pastoral Fé, Política, Comissão de Paz e Justiça, e o grupo Advogados Ativistas. Também foram convidados intelectuais, artistas e outros movimentos. Além disso, o ato é aberto à participação da população.


Fonte: Adital

TVs por assinatura aumentam o número de programas com audiodescrição para se adequar à legislação

Uma demanda da comunidade cega e das pessoas com deficiência visual consumidoras de televisão por assinatura começa a ser atendida pelas empresas operadoras do setor. Vários programas que já eram transmitidos com audiodescrição (AD) pelo sinal aberto também o estão sendo transmitidos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), como são chamadas tecnicamente as TVs pagas (a cabo ou via satélite).

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que consiste em narrar uma informação visual, como as contidas em filmes, novelas, séries, comerciais e outros.

As televisões por assinatura são obrigadas por lei a transmitir integralmente os canais da TV Aberta local incluído o áudio da audiodescrição. Mas era até o início do ano incomum encontrar o recurso – assim como o de legenda oculta – em canais por assinatura. A constatação levou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) a solicitarem auxílio na disseminação da audiodescrição ao Ministério das Comunicações (MiniCom), à Agência Nacional do Cinema (Ancine) e à Agência Nacional de telecomunicações (Anatel).

“Desde 2011, a audiodescrição é uma realidade na televisão aberta”, avalia o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR, Antonio José Ferreira. “Precisávamos agora conquistar esse espaço nas por assinatura e, graças à articulação com a Ancine e a Anatel, constatamos o aumento dos programas com este recurso e a adequação à quantidade de horas semanais que a lei determina”.

A inserção da audiodescrição na televisão aberta é definida a partir do cronograma previsto pela portaria nº 188/2010 do Ministério das Comunicações. Em 2014, as emissoras devem veicular quatro horas por semana de programação audiodescrita. A partir de julho de 2015, deverão veicular mais duas horas por semana, num cronograma crescente que chegará a vinte horas por semana em 2020, conforme escala abaixo:

Até julho 2011 – 2h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2013 – 4h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2015 – 6h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2017 – 8h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2018 – 12h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2019 – 16h/semana (das 6h às 2h)
Até julho 2020 – 20h/semana (das 6h às 2h)

Caso o telespectador verifique que sua operadora de televisão por assinatura não transmite a audiodescrição em programas que têm o recurso na televisão aberta local, a denúncia pode ser feita pelo telefone ligando para 1331, da Anatel.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Coordenadora do Violes fala sobre tráfico de pessoas em entrevista para Cenas do Brasil

No Cenas do Brasil da quinta-feira passada, 7 de agosto, falamos sobre o enfrentamento ao tráfico de pessoas e a campanha Coração Azul. Mostramos vídeos do Ministério da Justiça e trechos do programa Inclusão da TV Senado. Este programa foi gravado.

Participaram do debate, Paulo Abrão, Secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça; e Maria Lucia Leal, coordenadora do Grupo Violes da UnB - grupo de pesquisa sobre tráfico de pessoas, violência e exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes da Universidade de Brasília.

"Cenas do Brasil" é transmitido pela NBR para todo o Brasil, às quintas-feiras, das 20h30 às 21h30. As reprises são veiculadas na própria quinta, às 22h30; sexta-feira, às 13h30 e 21h30; segunda, 1h e 22h30; sábado, 2h; e domingo 12h; além de outros horários na semana seguinte. O programa fica disponível no youtube: www.youtube.com/tvnbr

Para obter informação sobre como sintonizar a TV NBR em sua cidade, acesse http://www.ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr/como-assistir.

Para assistir ao vivo pela internet,acessar: www.planalto.gov.br e clicar em NBR ao vivo.

O programa "Cenas do Brasil" é uma realização da SECOM - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República - e coloca em pauta temas de relevância nacional, com avaliação das políticas públicas implementadas em cada área do Governo.


Fonte: Cenas do Brasil

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Médico lança petição para aceleração de testes e vacinas contra febre hemorrágica Ebola

Uma epidemia regional de febre hemorrágica causada pelo vírus Ebola está atingindo países como Serra Leoa, Libéria e Guiné, na África. Além do impacto devastador nas pessoas comuns e nos médicos e enfermeiros que enfrentam a doença, os prejuízos econômicos nestes países são estimados em bilhões de dólares. Particularmente em Serra Leoa, a região mais afetada pelo Ebola é a principal área agrícola do país. Famílias não conseguem colher as plantações e vender seus produtos porque muitas vezes os adultos morreram com a doença.

A febre hemorrágica causada pelo Ebola atualmente não tem cura. Mas muitas vacinas e remédios estão em fase de desenvolvimento. Um dos mais promissores é o medicamento TKM-Ebola produzido pela Tekmira Pharmaceuticals. O remédio mostrou-se efetivo para destruir o vírus em primatas, e novos testes clínicos para garantir que ele é seguro para seres humanos estão sendo realizados desde o começo do ano. Em julho, a FDA (agência que regula os setores de remédios e alimentos nos EUA) congelou os testes, apesar de 14 voluntários já terem recebido o remédio e mostrado tolerância a ele.

Levando em conta que pelo menos uma vítima levou a doença da Libéria para a Nigéria em um voo, as chances de uma pandemia global é cada vez mais provável. Tendo isso em vista, é imperativo que o desenvolvimento destes remédios seja acelerado pela FDA e o primeiro passo deve ser liberar os testes da indústria farmacêutica com o TKM-Ebola. Há um precedente para agilizar os testes com remédios para o Ebola em casos de emergência - no ano passado, um pesquisador foi exposto ao vírus e recebeu uma vacina experimental.

Por favor assine esta petição para pedir rapidez na elaboração do remédio TKM-Ebola e outros medicamentos e vacinas anti-Ebola que exijam aprovação da FDA.

Atualização 8/06/2014 - Eu estou pedindo também que a FDA acelere os testes clínicos para o medicamento Zmapp produzida pela Mapp Biopharmaceuticals. Este remédio experimental foi usado em enfermeiros americanos e deveria ser enviado para testes para saber se pode ou não ser usado para beneficiar o resto do mundo.

Clique para assinar


Fonte: Change.org

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