terça-feira, 18 de abril de 2017

Empresa brasileira cria embalagem sustentável que não agride o meio ambiente e é comestível


Imagina se as embalagens dos produtos que nós compramos fossem benéficas para o meio ambiente e para nós também, a ponto de poderem ser comestíveis? Parece impossível, mas elas existem, sendo que algumas empresas no Brasil já investem nesse tipo de material. Uma delas é a Oka Bioembalagens.

A empresa de Botucatu, interior de São Paulo, produz essas embalagens, que podem ser ingeridas ou compostadas graças à sua composição: fécula de mandioca e água. A combinação desses dois ingredientes com algumas fibras resulta em embalagens sustentáveis que suportam temperaturas de até 200ºC e também são isolantes térmicas.

Basicamente, são embalagens naturais, sem aditivos químicos e biodegradáveis. Se forem para a terra, serão transformadas em composto; na água, alimentarão os peixes. E também podem ser usadas como ração animal.

Os produtos da Oka podem ser considerados uma revolução porque se preocupam com uma questão que não recebe a devida atenção; o lixo. Além de questionarmos a procedência daquilo que compramos – alimentos, cosméticos, roupas e produtos – é importante nos preocuparmos com o destino do que consumimos, afinal, tudo está ligado em um ciclo.

As bioembalagens também são uma alternativa para o nosso país, em um cenário de falta de incentivo da reciclagem e da logística reversa por parte das empresas. É uma maneira de incentivar uma produção e consumo lixo zero.

Há embalagem para ovos, bandejas, velas, copos, potes e estojos. A média de tempo que uma embalagem plástica leva para se decompor no meio ambiente varia entre 100 a 400 anos, enquanto as bioembalagens fazem o mesmo processo entre 100 e 400 horas.

A Oka está aos poucos entrando no mercado alimentício, sendo que já fez parceria com empresas como a Fazenda da Toca, que distribui produtos orgânicos, e restaurantes como o Le Manjue em São Paulo, contribuindo para um consumo sustentável.

A empresa já ganhou diversos prêmios, entre eles o Ecodesign Fiesp, em 2002 e 2004 e o Idhea Brasil 2010 – Bioembalagens. Incrível, não?


Fonte: Portal Follow the Colours

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